Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responde a Flávio Bolsonaro sobre tarifas
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responde a Flávio Bolsonaro sobre tarifas O mesmo documento que ameaça impor um tarifaço de 25% aos produtos brasileiros virou munição política para todos os lados. De um lado, Flávio Bolsonaro tenta se vender como articulador em Washington; do outro, o governo Lula e a esquerda o acusam de atuar contra o próprio país – enquanto os EUA mantêm firme a mira sobre o Brasil.
De Rubio vem a parte objetiva: o secretário de Estado reafirma que a investigação do USTR pode levar a novas sobretaxas e que há “diferenças substanciais” em temas como comércio digital, Pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Ele sustenta o apoio do governo Trump ao tarifaço e cita que práticas brasileiras são vistas como “irracionais ou discriminatórias” e restritivas ao comércio dos EUA.
Flávio Bolsonaro tenta reposicionar esse revés como trunfo político. Na carta que enviou, alertou que novas tarifas causariam “sérios danos” ao povo brasileiro e prometeu, se eleito, um acordo comercial rápido, além de colocar até uma “equipe de transição” à disposição de Washington. A direita lava-jatista e bolsonarista celebra: para articulistas, Rubio “sinaliza disposição de trabalhar” com Flávio se ele vencer e os acenos seriam acompanhados de “duros alertas ao governo Lula”.
Já o campo governista pinta outro quadro. A Folha e CartaCapital destacam que Rubio simplesmente ignorou o apelo do senador e manteve intacta a ameaça de tarifaço. Sites alinhados ao governo afirmam que a carta “confirma que Flávio age contra os interesses do Brasil”, ao mesmo tempo em que registra sua oferta de colocar um futuro governo “à disposição” dos EUA. Parlamentares como Jandira Feghali e Carlos Zarattini falam em postura “entreguista”, “subalterna” e de “capacho” dos interesses americanos.
No fim, Rubio agradece o apoio de Flávio à classificação de PCC e CV como organizações terroristas e promete cooperar “com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, evitando qualquer endosso explícito ao pré-candidato. O que é vendido por uns como alinhamento preferencial soa, para outros, como um puxão de orelha elegante – com a economia brasileira na linha de tiro.
https://resumosbrasil.com/stories/019f05ed-1003-0543-72c1-178cb526700b
Write a comment