Capitão do Irã, Mehdi Taremi, critica organização da Copa do Mundo nos EUA
Capitão do Irã, Mehdi Taremi, critica organização da Copa do Mundo nos EUA A Copa do Mundo nos EUA virou campo de disputa que vai muito além das quatro linhas: para o capitão do Irã, Mehdi Taremi, o torneio não é só mal organizado, é hostil.
De um lado, a narrativa iraniana é de boicote disfarçado. Taremi fala em “desastre” repetidas vezes, conectando logística, política e desempenho esportivo. Ele denuncia que a equipe sente que “parece que querem o Irã eliminado”, ecoando a frustração com viagens exaustivas entre Seattle e Tijuana e a obrigação de deixar os EUA logo após cada jogo. Em veículos alinhados ao governo iraniano, a tese é clara: não se trata de tropeço administrativo, mas de ambiente deliberadamente desigual.
As críticas miram diretamente a Fifa. Em outro relato, Taremi “desabafa e critica a Fifa: ‘Essa Copa é um desastre’”, responsabilizando a entidade por não garantir condições mínimas de competição, como vistos para toda a delegação e equipe de apoio. A reclamação é que a promessa de Gianni Infantino de que “era só o começo” não se traduziu em soluções concretas até o fim da fase de grupos.
Outro flanco é a acusação de que as regras de entrada nos EUA viraram arma política. Faltam profissionais de logística, comunicação e até o presidente da federação iraniana, barrados por vistos não concedidos. Para Taremi, isso fere a ideia básica de competição justa, obrigando o time a “lutar contra tudo aqui”.
Do outro lado, Fifa e organizadores ainda se escondem no silêncio institucional — e esse contraste fala alto. Enquanto o Irã transforma a Copa em tribuna contra a organização “desastrosa”, a ausência de uma resposta forte do comitê organizador reforça a impressão de que, nesta Copa, a bola não é a única coisa em jogo.
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