Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou em banco investigado pela PF

Daniella Marques, anunciada como coordenadora econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, atuou no Conselho de Administração do Banco Digimais, de Edir Macedo. A instituição financeira é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de gestão temerária e manipulação contábil.
Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou em banco investigado pela PF

Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou em banco investigado pela PF A escolha de Daniella Marques como cérebro econômico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro escancarou um paradoxo: o nome pensado para acalmar o mercado está ligado a um banco sob ataque pesado da Polícia Federal. Sem crime atribuído a ela, mas com muita fumaça política no ar.

De um lado, a cobertura mais alinhada ao governo trata o caso como um “ruído colateral” na biografia de uma executiva de alto calibre. Brasil 247 destaca que Daniella integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais, instituição “que passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades financeiras” e que foi alvo da Operação Miragem, mirando possíveis crimes como gestão temerária e manipulação de demonstrativos contábeis, mas ressalta: “Daniella não foi alvo”. A narrativa enfatiza que sua passagem pelo conselho terminou antes das ações mais recentes da PF, sugerindo distância operacional do núcleo do problema.

Do outro lado, a oposição transforma o mesmo fato em símbolo de um padrão bolsonarista de proximidade com finanças de alto risco. A Fórum relembra que Daniella, apelidada de “Paulo Guedes de Saias” pela Faria Lima, foi tratada como condição de apoio do mercado à candidatura de Flávio, e sublinha que ela ocupou o conselho do Digimais “enquanto o banco acumulava, segundo a polícia, práticas financeiras de alto risco”. A revista ainda cola Daniella no universo de Edir Macedo, frisando que o Digimais é controlado pelo bispo e é o alvo central da Operação Miragem.

O ponto de convergência entre os dois lados é incômodo: todos admitem o vínculo da futura czarina econômica de Flávio com um banco investigado pela PF. A divergência é sobre o peso político disso — detalhe técnico em currículo de conselheira ou mais um capítulo na crônica de promiscuidade entre política, fé midiática e finança agressiva.

https://resumosbrasil.com/stories/019f09c9-be43-00f6-70a5-1a4872ab6adc

Write a comment