Uruguai cancela voo fretado da seleção após eliminação na Copa
Uruguai cancela voo fretado da seleção após eliminação na Copa A derrota do Uruguai na fase de grupos da Copa não ficou restrita ao gramado: virou também guerra de narrativa no ar — literalmente — em torno do voo de volta para casa.
De um lado, a versão que tomou conta das manchetes: após a eliminação, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) teria cancelado o voo fretado da delegação, obrigando os jogadores a retornarem em aviões de carreira, espalhados por diferentes rotas. A leitura é de humilhação simbólica para uma seleção que deixou o Mundial com dois empates e uma derrota, sucumbindo por 1 a 0 diante da Espanha em Guadalajara.
Do outro, a tentativa de controle de danos da própria AUF. Depois de a informação ser divulgada pelo jornal El País e repercutida na imprensa esportiva, a federação veio a público para “desmentir, em partes” a história: confirmou que os atletas voltarão em voos comerciais, mas negou que um voo fretado de retorno tenha sido sequer planejado. Segundo a nota, o fretado só estava previsto para a ida, por causa da delegação de mais de 150 pessoas e das 5 toneladas de bagagem, e o retorno sempre seria pulverizado, já que muitos jogadores seguiriam direto para seus clubes no exterior, o que tornaria os voos comerciais “a maneira mais rápida e eficiente”.
Na prática, as duas versões convergem no fato incômodo: os 26 jogadores não desembarcarão juntos em Montevidéu. Mas divergem no simbolismo — fracasso punido com aperto de cinto ou mera logística racional pós-eliminação. Enquanto isso, com Marcelo Bielsa de saída ao fim do contrato atrelado ao Mundial, a crise da Celeste segue do vestiário ao check-in.
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