Colômbia e Portugal empatam em 0 a 0 pela Copa do Mundo

As seleções da Colômbia e de Portugal empataram em 0 a 0 em Miami, pela última rodada do Grupo K da Copa do Mundo. Com o resultado, a Colômbia garantiu a liderança do grupo, enquanto Portugal avançou na segunda colocação. A partida foi marcada pela forte defesa colombiana e por um gol anulado de Davinson Sanchez nos acréscimos.
Colômbia e Portugal empatam em 0 a 0 pela Copa do Mundo

Colômbia e Portugal empatam em 0 a 0 pela Copa do Mundo A noite escaldante de Miami terminou em 0 a 0, mas o placar foi o único elemento morno num jogo que redesenha o mapa da Copa: Colômbia em alta, Portugal sob suspeita.

Colômbia: espetáculo sem gol

Para quem olha do lado colombiano, o empate teve cara de show. Milly Lacombe fala em uma Colômbia “eletrizante, exuberante, deslumbrante”, um time que “quer atacar a todo custo” e que “colocou Portugal na roda” ao ponto de exigir “defesas colossais” do goleiro português. Juca Kfouri vai na mesma linha: a Colômbia foi “bem melhor” que a “bela equipa lusitana” e fisicamente mais forte, com James Rodríguez em atuação “exuberante”.

O Brasil 247 destaca que, mesmo precisando só do empate, a equipe não se escondeu, foi “mais perigosa” e criou “as melhores oportunidades” do jogo. A virada de chave vem no detalhe amargo: o gol de Davinson Sánchez anulado “por alguns poucos centímetros” nos acréscimos, lance que gerou revolta nas redes e manteve o 0 a 0.

Portugal: salvo pelo goleiro, julgado pelo VAR… e pela crítica

Se a Colômbia sai maior do que entrou, Portugal parece cada vez menor que o seu próprio elenco. Para o ge, “se Portugal manteve o jogo contra a Colômbia empatado até a reta final, muito se deve ao goleiro Diogo Costa”, agora tratado como destaque e o mais regular da equipe na Copa.

Mas o verniz para por aí. Julio Gomes crava Portugal como “grande decepção da Copa”, um time “lento, de poucas ideias”, completamente dominado e que “merecia ter perdido o jogo de Miami”. O prêmio de consolação é cruel: por não ganhar o grupo, a seleção cai em uma “chave muito ‘europeia’” com Croácia, Espanha, França, Holanda, Alemanha e outros gigantes pelo caminho.

Nem Cristiano Ronaldo escapou. Sua atuação teve “bicicleta errada e chute bloqueado”, com o craque sofrendo com o calor e a marcação, sem conseguir tirar o zero do placar.

No fim, o contraste é brutal: a Colômbia sai empurrada pela sensação de injustiça do VAR e pela certeza de que pode mais; Portugal, empurrado apenas pelo goleiro — e por um sorteio que resolveu cobrar a conta.

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