Tenente da Rota e irmão de Eloá Pimentel é baleado em São Caetano do Sul
Tenente da Rota e irmão de Eloá Pimentel é baleado em São Caetano do Sul Um policial de elite baleado em plena luz do dia, numa avenida movimentada da Grande São Paulo. O ataque ao tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá, reabre feridas antigas e acirra a disputa política em torno da segurança pública no estado.
De um lado, veículos mais alinhados ao governo tratam o caso prioritariamente como fato grave de polícia. UOL e Folha destacam o enquadramento técnico: trata-se de um “tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo, irmão da jovem Eloá Pimentel” atingido enquanto estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando “dois homens se aproximam em uma moto e efetuam os disparos”. A ênfase está na operação: socorro de helicóptero Águia, cirurgia em andamento, força-tarefa analisando câmeras e a motocicleta dos criminosos localizada no Ipiranga para perícia.
Ainda nesse campo, ganha relevo o discurso de autoridade do governador Tarcísio de Freitas, que diz ter recebido com “profunda indignação a notícia do atentado” e crava que “quem atenta contra a vida de um policial atenta contra toda a sociedade e responderá por isso com o rigor da lei”, determinando prioridade na investigação.
Do outro lado, a imprensa de oposição ao governo Tarcísio adota tom mais inflamado. O Jornal da Cidade Online fala em “ataque de bandidos” já no título e descreve o crime como atentado meticulosamente planejado, com os suspeitos seguindo o policial “logo após deixar uma academia”. O portal sublinha o estado de saúde “grave”, nomeia o Hospital Mário Covas e explora o simbolismo biográfico: ex-fuzileiro naval, anos na Força Tática, ingresso na Rota em 2019, e o peso de ser o irmão de Eloá, assassinada em 2008 em caso que “teve grande repercussão em todo o país”.
Em comum, todos os lados pintam o episódio como ataque direto ao coração do aparato policial paulista. A divergência está no subtexto: para uns, uma prova de força e resposta do Estado; para outros, evidência de que nem a tropa de elite está a salvo na guerra urbana.
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