Argélia e Áustria empatam em 3 a 3 e ambas se classificam na Copa
Argélia e Áustria empatam em 3 a 3 e ambas se classificam na Copa Argélia e Áustria passaram juntas de fase, mas o 3 a 3 em Kansas City deixou uma pergunta no ar: épico de Copa ou pacto silencioso até a reta final?
O jogo visto da Áustria: sobrevivência e alívio
Na leitura pró-governo, o foco é no heroísmo europeu. A imprensa destaca que a Áustria “arranca empate com Argélia e avança em jogo de seis gols”, sublinhando a narrativa da superação após ficar virtualmente eliminada nos acréscimos. O gol de Sasa Kalajdzic no último lance é tratado como síntese desse espírito: o centroavante de 2 metros, acionado aos 50 minutos, “precisou de um toque na bola para marcar o gol que colocou a Áustria na próxima fase”.
A fala do técnico Ralf Rangnick reforça o script dramático e afasta qualquer suspeita de acomodação: “não pude crer no que aconteceu nos últimos segundos… Não me recordo de uma partida igual a essa”. O empate, aqui, é mérito esportivo, não cálculo frio.
A versão argelina: de posse irritante a quase façanha
Pelo lado da Argélia, o retrato é mais ambíguo. O jogo é descrito como “maluco”, com times que chegaram aos quatro pontos com o empate“ e, juntos, “tiraram o Irã da Copa”. Riyad Mahrez é elevado a protagonista absoluto: “o grande nome da Argélia”, com dois gols e uma assistência que “garantiram a classificação”.
Mas há a mancha dos minutos de antijogo percebidos na arquibancada. Em 2 a 2, foram “praticamente cinco minutos” de toque de lado, sem pressão austríaca, enquanto “o empate estava classificando as duas seleções” e “os torcedores começaram a vaiar”. Quando Mahrez arrisca e faz 3 a 2, a Argélia passa a segunda do grupo e elimina a Áustria — até o golpe final de Kalajdzic aos 50 minutos, que devolve tudo ao roteiro da epopeia.
Ponto em comum: drama com vítima
Se austríacos falam em milagre e argelinos celebram Mahrez, todos convergem em algo: foi um “jogo maluco” com “gols nos acréscimos” que classificou dois e eliminou um Irã que precisava de um vencedor. No fim, a festa compartilhada de Argélia e Áustria tem um preço bem claro para Teerã.
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