Hezbollah rejeita acordo de paz entre Líbano e Israel
Hezbollah rejeita acordo de paz entre Líbano e Israel O acordo de paz entre Líbano e Israel mal foi assinado e já parece letra morta: o Hezbollah o chama de “rendição”, Israel volta a bombardear e o governo libanês promete aplicá‑lo custe o que custar. No meio, a população do sul do Líbano segue sob fogo cruzado.
Governo libanês x Hezbollah: paz ou capitulação?
Para o campo governista libanês, o pacto mediado por Washington é uma chance rara de encerrar décadas de guerra e recuperar a soberania estatal sobre o sul. O presidente Joseph Aoun o apresenta como um “avanço importante” e garante que o Estado “assumirá suas responsabilidades” na implementação, incluindo o desarmamento do Hezbollah em troca da retirada israelense.
O Hezbollah vê o mesmo texto como traição em papel timbrado. Naim Qassem classificou o acordo como “rendição humilhante” e “nulo e sem efeito”, acusando o governo de legitimar “a continuação da ocupação” e de cruzar “todas as linhas vermelhas” ao atrelar a saída de Israel ao desarmamento do grupo. Um deputado do movimento foi direto: o pacto “nunca verá a luz do dia” e tentar impô‑lo pode levar a “conflito interno”.
Israel e EUA: paz duradoura ou permanência prolongada?
Do lado israelense, o acordo é vendido como vitória estratégica: retirada “gradual” de algumas áreas, mas com direito a manter tropas em uma zona de segurança ampliada “por tempo indeterminado”. Na prática, o ministro da Defesa já mandou as forças se prepararem para uma “permanência prolongada” no sul do Líbano, enquanto drones e caças continuam atacando alvos libaneses dias depois da assinatura.
Oposição e aliados islamistas: resistência sem freio
A oposição conservadora sublinha o que o Hezbollah explicita: não há intenção de recuar militarmente. Hezbollah e aliados prometem “seguir com conflito” no sul, reforçando a narrativa de resistência armada contra um acordo visto como pró‑Israel e pró‑EUA.
Resultado: todos dizem estar defendendo a “soberania” e a “paz duradoura”, mas um lado chama desarmamento de libertação, o outro de capitulação — e as bombas continuam caindo.
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