Datafolha: 38% dos eleitores não lembram em quem votaram para governador em 2022

Pesquisa do instituto Datafolha revela que 38% dos eleitores brasileiros não sabem ou não se lembram em quem votaram para governador nas eleições de 2022. O índice de esquecimento é significativamente maior do que o registrado para o cargo de presidente (7%).
Datafolha: 38% dos eleitores não lembram em quem votaram para governador em 2022

Datafolha: 38% dos eleitores não lembram em quem votaram para governador em 2022 Quase quatro anos depois, o Brasil lembra nitidamente o duelo Lula x Bolsonaro — mas apaga da memória, em massa, os próprios governadores. A nova pesquisa Datafolha expõe o paradoxo: hiperpolitização em Brasília, amnésia nos estados.

O número que incomoda

Segundo o Datafolha, 38% dos eleitores dizem não saber ou não lembrar em quem votaram para governador em 2022. Apenas 54% afirmam lembrar o voto, enquanto 9% dizem não ter escolhido nenhum candidato.

Quando o assunto é presidente, o cenário vira: só 7% não se lembram do voto, 85% recordam, e 8% dizem não ter votado em ninguém. A eleição nacional ficou cravada na cabeça do eleitor; a estadual, nem tanto.

Gênero, idade e partido: memórias desiguais

A pesquisa mostra que o apagão de memória é maior entre mulheres (46%) do que entre homens (28%). Jovens de 20 a 24 anos também lideram o esquecimento, com 45% sem lembrar do voto para governador, enquanto a faixa de 45 a 59 anos é a que mais recorda (63%).

Na clivagem partidária, o contraste é ainda mais político: 76% dos simpatizantes do PL lembram em quem votaram para governador, contra 52% dos que preferem o PT. Na eleição presidencial, a lembrança é quase total entre simpatizantes dos dois polos, com 97% dos prós-PL e 90% dos pró-PT recordando o voto.

Brasília no centro, estados no rodapé

Textos alinhados ao governo e à oposição convergem em um ponto: a memória do eleitorado é seletiva. As disputas estaduais, fragmentadas e pouco centrais no debate nacional, simplesmente não grudam na cabeça do eleitor. Já o pleito Lula x Bolsonaro segue funcionando como trauma, marca ou troféu — mas, em qualquer caso, inesquecível.

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