Oposição diz que vídeo apagado expõe erro de Eduardo Leite na crise do Taquari
Oposição diz que vídeo apagado expõe erro de Eduardo Leite na crise do Taquari
O apagamento de um vídeo por Eduardo Leite após uma previsão errada sobre o Rio Taquari virou mais do que um tropeço de comunicação: para a oposição, é a imagem perfeita de um governo que falhou justamente quando o alerta precisava ser preciso. O problema é que, horas depois da mensagem otimista, o rio transbordou e mais de mil pessoas tiveram de sair de casa.
No centro da controvérsia está o contraste entre a fala inicial do governador e a realidade que se impôs na madrugada seguinte. Leite havia dito que o Taquari poderia passar da cota de alerta, mas não da de inundação; pouco depois, a cheia avançou sobre cidades já marcadas pela tragédia de 2024. A crítica oposicionista explora exatamente esse descompasso: de um lado, o erro técnico; de outro, o gesto político de apagar o registro quando a previsão desabou junto com a narrativa oficial.
As próprias informações citadas nas reportagens mostram que houve falha no sistema hidrológico usado pelo estado, operado por empresa terceirizada. O coordenador da Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, reconheceu o problema ao resumir: “Choveu mais do que o esperado”. Isso oferece ao governo uma explicação técnica para o equívoco, mas não elimina a cobrança política sobre preparo, transparência e responsabilidade num cenário de risco extremo.
É aí que as leituras se separam. A cobertura da Gazeta do Povo enfatiza o erro, o vídeo apagado e a falta de resposta do governo ao ser procurado. Já o Jornal da Cidade Online empurra a interpretação para um veredito mais duro, afirmando que Leite “vai terminando a gestão totalmente desmoralizado”. Em comum, as duas narrativas tratam o episódio como sintoma de desgaste. A diferença está no tom: uma registra o embaraço; a outra decreta a sentença política.
https://resumosbrasil.com/stories/019f9234-2b0b-38bf-7055-38b9eddf0d81
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