Pró-governo diz que arbitragem tirou a vitória do Bahia e expôs o Corinthians salvo pela tecnologia
Pró-governo diz que arbitragem tirou a vitória do Bahia e expôs o Corinthians salvo pela tecnologia
Bahia e Corinthians saíram da Fonte Nova com um 1 a 1 que valeu um ponto para cada lado, mas deixou muito mais ruído do que futebol. O placar ficou pequeno diante de um jogo travado por interrupções, três gols anulados e uma arbitragem que virou protagonista.
Na leitura mais dura sobre a tarde em Salvador, o Bahia foi quem jogou mais e esbarrou menos no rival do que no apito. O time de Rogério Ceni pressionou, empurrou o Corinthians para trás e viu a nova tecnologia entrar em cena pela primeira vez no Brasileirão para invalidar um gol por impedimento semiautomático. Outro lance decisivo veio na interpretação do árbitro Ramon Abatti Abel, que marcou falta antes de mais um gol de Alejo Véliz.
É aí que as narrativas se separam. De um lado, prevalece a ideia de que o Corinthians foi “salvo por nova tecnologia e impedimentos” e arrancou um empate quase em modo sobrevivência. De outro, o fato bruto é que as decisões anuladas seguiram a regra do jogo, ainda que tenham incendiado a arquibancada e o banco baiano. Até na cobertura mais neutra, a partida aparece definida pelos três gols invalidados e pela pouca fluidez.
Ceni não tentou dourar a pílula. Disse que o árbitro “estragou o jogo” e atacou tanto a condução da partida quanto a anulação de um dos gols do Bahia. Em outra versão da mesma crítica, o treinador foi ainda mais explícito: “Para mim foi gol legal… ele estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar o tempo no primeiro tempo. Arbitragem bem ruim”.
No fim, o empate resume duas verdades que conviveram mal: o Corinthians foi eficiente no pouco que criou, abrindo o placar com Angileri, enquanto o Bahia produziu mais, empatou com David Duarte e saiu com a sensação de que poderia — ou deveria — ter vencido.
https://resumosbrasil.com/stories/019fa1a7-8fa8-3041-705b-2f5645c0e3e5
Write a comment