STJD endurece punição a Victor Gabriel, e defesa do Inter se complica com áudio falso
STJD endurece punição a Victor Gabriel, e defesa do Inter se complica com áudio falso
O STJD transformou um lance violento em caso exemplar. A suspensão de Victor Gabriel até a volta de Gabriel Pec aos treinos, com teto de 180 dias, já seria pesada por si só; o uso de um áudio falso de VAR pela defesa do Inter tornou o episódio ainda mais constrangedor.
De um lado, o tribunal adotou a linha mais dura. Embora o artigo 254 do CBJD preveja gancho de uma a seis partidas por jogada violenta, a maioria dos auditores preferiu aplicar o agravante para casos em que a vítima fica impedida de atuar, vinculando a pena à recuperação de Pec. O pano de fundo foi grave: o atacante do Cruzeiro sofreu fratura na tíbia da perna esquerda e passou por cirurgia, com recuperação estimada entre três e quatro meses.
Do outro, a defesa do Inter tentou sustentar que o lance não merecia tratamento tão severo, mas abriu uma crise paralela ao apresentar como prova um suposto áudio da cabine do VAR. O problema: o material, segundo apuração do ge, não era autêntico, e sim uma paródia que circulava nas redes sociais. A auditora Aline Gonçalves questionou a origem da gravação, e o advogado do clube recuou, pedindo que a prova fosse desconsiderada caso sua veracidade não pudesse ser confirmada na hora.
Há, porém, um ponto de convergência entre punição e defesa: ninguém tratou o lance como banal. O próprio Victor Gabriel, emocionado no julgamento, repetiu o discurso de arrependimento e pediu desculpas por uma jogada descrita por ele como “total infelicidade”. A diferença está na leitura do caso. Para o STJD, a consequência da entrada justificou um castigo fora do padrão; para o Inter, a tentativa de aliviar a pena acabou ofuscada por um erro que só ampliou o desgaste do clube.
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