Cleitinho lidera nas pesquisas, mas trava guerra com o próprio partido em Minas

O partido Republicanos anunciou que o senador Cleitinho Azevedo não será candidato ao governo de Minas Gerais, citando meses de indecisão e falta de compromisso. No entanto, o senador e sua assessoria contradisseram a legenda, afirmando que a candidatura está mantida, gerando uma crise interna e incerteza no cenário político mineiro.
Cleitinho lidera nas pesquisas, mas trava guerra com o próprio partido em Minas

Cleitinho lidera nas pesquisas, mas trava guerra com o próprio partido em Minas
O Republicanos tentou encerrar o assunto pela cúpula. Cleitinho, porém, reabriu a briga em público — e transformou a disputa pelo governo de Minas numa crise de autoridade, timing e legenda.

De um lado, a direção do partido sustenta que o senador deixou a candidatura apodrecer. A versão oficial é de que faltou decisão, sobraram recuos e a ausência na convenção estadual tornou inviável manter um projeto coletivo. Em nota, a sigla afirmou que “uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la” e concluiu que esse passo “nunca aconteceu”. Marcos Pereira resumiu a irritação em frase curta e cortante: Cleitinho “perdeu o timing”.

Essa leitura é reforçada por relatos de bastidor segundo os quais o Republicanos já trabalhava num plano alternativo, aproximando-se de Marcelo Aro e de uma composição com PL e PP para reorganizar o palanque mineiro. Para essa ala, previsibilidade vale mais do que intenção de voto — mesmo porque havia receio de lançar um favorito nas pesquisas, mas instável na relação com a própria classe política.

Do outro lado, Cleitinho e seus aliados venderam a resposta oposta: a candidatura continua de pé. A assessoria do senador desmentiu a direção nacional e afirmou que ele “será, sim, candidato ao governo de Minas”, numa afronta direta ao partido. O argumento político é simples e poderoso: Cleitinho lidera a Quaest com 35% e aparece à frente em todos os cenários relevantes.

O impasse, porém, não é só político — é jurídico e partidário. Sem candidatura avulsa e com o prazo de filiação já encerrado, Cleitinho depende do Republicanos para registrar a disputa. Aí está o contraste central: eleitoralmente, ele parece forte; institucionalmente, está encurralado. Em Minas, o senador mais competitivo do momento pode descobrir que liderança em pesquisa não resolve guerra com o próprio partido.

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