Racha no topo: vice acusa Milei de delírio enquanto aliados tratam crise como guerra política

A vice-presidente da Argentina, Victoria Villarruel, criticou publicamente o presidente Javier Milei, afirmando estar preocupada com seu estado de saúde mental. Villarruel acusou Milei de espalhar "absurdos e invenções" e de ter "perseguições imaginárias", intensificando as divergências públicas entre ambos.
Racha no topo: vice acusa Milei de delírio enquanto aliados tratam crise como guerra política

Racha no topo: vice acusa Milei de delírio enquanto aliados tratam crise como guerra política
A crise no coração do poder argentino deixou de ser ruído de bastidor e virou confronto aberto. Victoria Villarruel, vice-presidente e presidente do Senado, expôs em público uma suspeita explosiva sobre Javier Milei: a de que o presidente estaria alimentando fantasias e agravando a própria instabilidade.

O campo crítico a Milei lê o episódio como mais uma prova de descontrole político e pessoal. Villarruel disse estar “genuinamente preocupada” com o presidente e acusou o chefe de Estado de espalhar “absurdos e invenções” e de promover “perseguições imaginárias” dentro e fora da Argentina. Em outra reação, após Milei retuitar acusações de aliados contra ela, a vice ironizou a escalada: “Parece que esse delírio é contagioso”, frase que resume o tamanho da ruptura no topo do governo.

A diferença entre os relatos está menos no fato central — o rompimento público — do que no enquadramento. A cobertura de oposição sublinha a guerra interna entre Milei, Villarruel e nomes do próprio entorno libertário, como Lilia Lemoine, além de apontar a deterioração do convívio político dentro da coalizão governista. Já o olhar pró-governo amplia o caso para além de Buenos Aires e conecta a crise às investidas verbais de Milei contra o Brasil, depois de chamar Lula de “presidiário” e Alexandre de Moraes de “lixo careca”, alimentando um atrito diplomático que já ultrapassou a disputa doméstica.

Há, porém, um ponto de convergência: ninguém mais tenta fingir normalidade. Mesmo entre apoiadores ideológicos de Milei, o tom é de trincheira. O deputado Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do argentino com um post celebrando o estilo confrontador do presidente: “Mi brújula moral no me permite actuar de otra manera”. É o contraste perfeito do momento: de um lado, a vice fala em preocupação com a saúde mental; de outro, os aliados transformam a radicalização em marca política.

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