Paes dispara para o Guanabara enquanto o Senado do Rio segue aberto e polarizado
Paes dispara para o Guanabara enquanto o Senado do Rio segue aberto e polarizado
Eduardo Paes entrou na reta inicial de 2026 com cara de favorito claro ao Palácio Guanabara, mas o retrato do Rio está longe de ser simples. Se o governo parece inclinado para um lado, a disputa pelo Senado mostra um campo mais fragmentado — e mais tóxico.
Na cobertura alinhada ao campo pró-governo, o foco recai sobre a dianteira de Paes e a possibilidade real de liquidar a fatura já no primeiro turno. CartaCapital destacou “a vantagem de Eduardo Paes na disputa pelo governo do RJ”, enquanto o Brasil 247 foi além e afirmou que ele “se aproxima da vitória no primeiro turno no Rio”. Os números sustentam o tom: 48,6% para Paes, contra 11,1% de Douglas Ruas e 11% de Anthony Garotinho.
Do lado da oposição, a leitura muda menos nos fatos do que na ênfase. A Gazeta do Povo registra que Paes lidera com “37,5 pontos percentuais de vantagem”, mas sublinha também o tamanho da indefinição no voto espontâneo, em que mais de 70% dizem não saber em quem votar. Já a Revista Oeste resume o quadro de forma direta: “Paes lidera corrida pelo governo do RJ em todos os cenários”. Em comum, os dois campos admitem a dianteira robusta; a diferença está em vender essa folga como prenúncio de vitória ou como fotografia ainda prematura.
No Senado, o contraste fica mais interessante. Tanto veículos pró-governo quanto de oposição convergem ao apontar Benedita da Silva e Marcelo Crivella na frente. Para a CartaCapital, a nova pesquisa “mostra o cenário da disputa pelo Senado no RJ” com Benedita e Crivella isolados dos demais. O Brasil 247 crava que “Benedita e Crivella lideram corrida para o Senado no Rio de Janeiro”, e a Revista Oeste ecoa: “Benedita e Crivella lideram intenções de voto para o Senado no Rio”.
Mas há um detalhe que atravessa as narrativas e complica qualquer celebração: os dois líderes também carregam rejeições altas. Ou seja, o governo do estado hoje parece ter dono mais nítido; o Senado, não. No Rio, a pesquisa mostra força de Paes — e o desgaste generalizado do restante do tabuleiro.
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