STJD enquadra Maurício, e Palmeiras reage como se o tribunal estivesse jogando contra
STJD enquadra Maurício, e Palmeiras reage como se o tribunal estivesse jogando contra
A denúncia do STJD contra Maurício transformou um lance de jogo em mais um capítulo da guerra de versões no futebol brasileiro. De um lado, o tribunal enquadra a jogada como possível “conduta violenta”; do outro, o Palmeiras vê exagero, incoerência e até sinal de perseguição.
O ponto objetivo é simples: Maurício, do Palmeiras, foi denunciado com base no artigo 254 do CBJD e pode pegar de um a seis jogos de suspensão, com julgamento marcado para terça-feira. Mas o caso ficou longe de ser apenas técnico. Para o Vitória, o meia deveria ter sido expulso ainda em campo por acertar o rosto de Cacá, que depois precisou levar cinco pontos no queixo; o árbitro, porém, mostrou apenas amarelo, e o VAR não chamou revisão.
É justamente aí que o Palmeiras finca sua defesa. Em nota, o clube diz ter recebido a denúncia com “absoluta perplexidade” e afirma que a medida “afronta” a própria arbitragem, já que a jogada foi analisada tanto no campo quanto no vídeo antes da punição aplicada. Na leitura alviverde, se a interpretação do árbitro e do VAR pode ser reescrita dias depois por um procurador, a autoridade da arbitragem vira peça decorativa.
O contraste é claro. Para quem cobra rigor disciplinar, a denúncia corrige uma falha da partida e responde à gravidade do lance. Para o Palmeiras, ela escancara “falta de critério”, sobretudo porque o clube cita jogadas semelhantes de Pulgar e Raniele que não teriam recebido o mesmo tratamento.
No meio desse cabo de guerra, o STJD também denunciou Cacá, Luan Cândido e o presidente do Vitória, Fábio Mota, pelos episódios do Barradão. Ou seja: o tribunal tenta vender isonomia. O Palmeiras, não compra.
https://resumosbrasil.com/stories/019fc00c-ecf9-2837-7134-2e82ef8c2653
Write a comment