Palmeiras sai do marasmo, atropela o Fortaleza e deixa a volta quase decorativa

O Palmeiras derrotou o Fortaleza por 3 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Os gols da partida, todos marcados no segundo tempo, foram de Maurício, Jhon Arias e Flaco López, deixando o time paulista com uma vantagem confortável para o jogo de volta.
Palmeiras sai do marasmo, atropela o Fortaleza e deixa a volta quase decorativa

Palmeiras sai do marasmo, atropela o Fortaleza e deixa a volta quase decorativa
O placar foi elástico, mas a história do jogo não começou em ritmo de goleada. O Palmeiras passou por um primeiro tempo arrastado, acordou depois do intervalo e transformou um confronto morno em um 3 a 0 que deixa o Fortaleza pendurado nas oitavas da Copa do Brasil.

A convergência entre as análises é clara: quase todo mundo viu dois jogos em um. Antes do intervalo, houve posse, pressão e pouco brilho. Depois, veio o Palmeiras que seus comentaristas reconhecem de imediato — agressivo, vertical e finalmente eficiente. UOL resumiu esse giro de chave ao dizer que o time “acorda, vence o Fortaleza e encaminha vaga na Copa do Brasil”. Na mesma linha, a Folha destacou que o alviverde “encaminha classificação” após dominar a segunda etapa.

As diferenças estão menos no diagnóstico do placar e mais no porquê. PVC enxergou identidade tática: “O melhor jogo do Palmeiras é o da pressão” e, quando a recuperação no ataque virou chance real, o time mudou de patamar. Milly Lacombe preferiu o contraste de atmosfera: chamou a etapa inicial de “Que jogo tedioso”, antes de apontar Allan como o motor que tirou o time do marasmo. Juca Kfouri foi por outro caminho e enquadrou a vitória como ruptura de uma seca mais ampla, lembrando que já eram “315 minutos sem gol” nesta fase da Copa do Brasil antes de Maurício abrir a porteira.

Também houve quem relativizasse o susto inicial e enfatizasse a hierarquia. Milton Neves avaliou que o Palmeiras fez “exatamente o que se espera de uma equipe de seu tamanho diante de um adversário tecnicamente inferior”. Já o ge concentrou o foco nos protagonistas: “Arias e Flaco López marcam contra Fortaleza”.

No fim, todas as leituras desembocam no mesmo ponto: o 3 a 0 foi construído com atraso, mas com autoridade. E, salvo desastre em Cuiabá, a volta parece mais protocolo do que disputa.

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