Neymar não resolve, Santos pressiona e Remo sai da Vila com o empate que queria
Neymar não resolve, Santos pressiona e Remo sai da Vila com o empate que queria
O 0 a 0 entre Santos e Remo teve gosto bem diferente para cada lado. Na Vila Belmiro, o time paulista saiu frustrado por ter mais volume e não transformar pressão em vantagem; o clube paraense deixou o campo com a sensação de missão cumprida e a decisão aberta para Belém.
A leitura do jogo varia no tom, mas converge no essencial: o Santos teve a iniciativa, criou mais e falhou onde mais pesa, na conclusão. Já o Remo sustentou sua estratégia de resistência, suportou a pressão e ainda ameaçou em momentos pontuais. Para a cobertura da UOL, o retrato foi o de um Santos travado por suas estrelas, com “noite apagada de Neymar, Gabigol e Rollheiser”. A Folha foi na mesma linha, destacando um time santista que “pressionou e criou a maior parte das chances de perigo”, mas parou na própria ineficiência e num Neymar “discreto”.
A diferença está no peso dado ao desempenho. De um lado, há quem veja controle territorial do Santos e um empate acidental, quase um desperdício. De outro, a crítica é mais dura: Juca Kfouri enquadrou o jogo como parte de uma rodada de “mediocridade técnica”, dizendo que “nem Neymar tira o zero do placar” e que o Remo “resistiu ao maior volume santista” para segurar o resultado. Ainda assim, mesmo essa leitura mais ácida reconhece o mérito paraense em sobreviver fora de casa.
Os detalhes reforçam o contraste. O Santos acertou a trave, teve gol anulado em cobrança de escanteio que saiu pela linha de fundo e empilhou lances de frustração. O Remo, por sua vez, equilibrou o jogo depois da pressão inicial e volta ao Mangueirão com o cenário ideal: vitória simples classifica; novo empate leva aos pênaltis. No placar, nada mudou. No psicológico da disputa, mudou tudo.
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