Inter abre 2 a 0, e Corinthians divide a derrota entre erros próprios e bronca com a arbitragem
Inter abre 2 a 0, e Corinthians divide a derrota entre erros próprios e bronca com a arbitragem
O Internacional saiu do Beira-Rio com mais do que uma vitória: levou uma vantagem robusta e deixou o Corinthians entre a autocrítica e a reclamação. O 2 a 0 nas oitavas da Copa do Brasil transformou a volta em Itaquera num teste de nervos para o time paulista.
A leitura mais consensual da noite é simples: o Corinthians teve mais bola, mas o Inter teve mais jogo. Os gaúchos repetiram uma estratégia reativa, fecharam espaços e atacaram com precisão cirúrgica. Para a análise do ge, o Colorado “anula o Corinthians e vence ao explorar riscos de Diniz”. No UOL, PVC resumiu o enredo com imagem mais forte: foram “quatro minutos mágicos” que impuseram ao rival um “resultado trágico”. Juca Kfouri foi na mesma linha ao dizer que o Beira-Rio “complica o sonho de Itaquera”.
Do lado colorado, o argumento é de maturidade tática. O Inter aceitou sofrer sem a bola, protegeu a área e castigou os erros corintianos na saída e na recomposição. O placar, afinal, nasceu exatamente aí: Matheus Bahia aproveitou a sobra; depois, Alan Patrick ampliou de pênalti. A vantagem deixou o time “mais perto das quartas”.
No Corinthians, porém, há duas versões convivendo. A primeira aponta para decisões internas. A análise do ge diz que “Diniz abre time, e Corinthians se complica”, enquanto Mauro Cezar vê um time exposto por “dificuldades defensivas e falta de eficiência ofensiva”. A segunda versão mira a arbitragem. Marcelo Paz afirmou que o jogo “não foi bem conduzido”, falou em “intimidação” e em “tons de ameaça” contra atletas, além de reclamar de um pênalti não marcado em Bidu.
Diniz rejeitou a tese de que sua troca desmontou o time. “Os gols não têm relação nenhuma com a entrada do Lingard. É uma associação muito pequena e simplista”, disse o treinador, mantendo confiança na virada em São Paulo. O contraste está posto: para o Inter, foi plano executado; para o Corinthians, uma derrota ainda em disputa também no discurso.
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