Infantino busca a sombra de Trump, mas FIFA nega telefonema em meio à rebelião europeia
Infantino busca a sombra de Trump, mas FIFA nega telefonema em meio à rebelião europeia
Gianni Infantino enfrenta a crise mais aguda de sua gestão na FIFA: depois de recuar de um plano bilionário, vê sua sustentação internacional ruir enquanto surgem relatos de que procuraria socorro político em Washington.
Segundo reportagens baseadas no New York Post, o presidente da FIFA teria tentado falar com o secretário de Estado Marco Rubio — sem conseguir acesso direto a Donald Trump — para buscar respaldo à sua permanência no cargo. A versão atribuída a uma fonte é brutalmente direta: “Ele queria conversar com o secretário sobre como o futebol pode ser uma forma de soft power para os Estados Unidos… Mas todos sabemos que, neste momento, trata-se de proteger seu cargo.”
O contexto ajuda a explicar a pressão. Infantino abandonou a proposta de criar a FIFA Forward Enterprise, subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões que venderia cerca de 20% dos direitos comerciais da entidade a investidores privados. A operação, que poderia envolver a Thrive Eternal, de Joshua Kushner — irmão de Jared Kushner, genro de Trump — provocou resistência entre confederações e abriu uma fissura entre a FIFA e seus principais membros.
A UEFA transformou a divergência financeira em crise de confiança. Seus dirigentes acusaram Infantino de arquitetar um “acordo sórdido, obscuro e clandestino” e afirmaram que a atual direção da FIFA perdeu o respaldo europeu e de outros integrantes da comunidade do futebol. País de Gales e Suécia já retiraram apoio à reeleição; a Inglaterra é apontada como próxima. O gesto pode funcionar, na prática, como voto de desconfiança antes do congresso de 2027.
Mas a narrativa de uma ponte com a Casa Branca foi formalmente contestada. Uma fonte da FIFA disse à Fox News que a informação é “errônea” e que não existe ligação agendada entre Infantino, Rubio ou qualquer integrante do gabinete de Trump. Assim, os dois lados convergem num ponto — o desgaste do presidente é real —, mas divergem no detalhe mais explosivo: se ele de fato tenta usar a proximidade com Trump como tábua de salvação.
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