Anvisa bloqueia ômega 3 falsificado e põe repelentes sob suspeita
Anvisa bloqueia ômega 3 falsificado e põe repelentes sob suspeita
Um suplemento falsificado circulando em marketplaces e repelentes sob alerta sanitário colocaram a Anvisa diante de duas frentes distintas: fraude no comércio digital e dúvida sobre a eficácia de produtos contra insetos.
Na leitura pró-governo, a resposta foi rápida e abrangente. A Anvisa apreendeu e proibiu o lote B25 2501951 do Omegafor Plus, cuja validade impressa vai até agosto de 2027, depois de a fabricante informar que ele “jamais foi produzido em suas instalações”. A medida alcança fabricação, distribuição, propaganda, venda e uso, mas não atinge os demais lotes regulares do suplemento.
O relato da oposição coincide no ponto central: o produto falso estava sendo ofertado on-line e a fabricante negou sua produção, levando também ao registro de denúncia na Polícia Civil de Minas Gerais. Sua ênfase, porém, recai sobre o reforço do controle de mercado: após a comprovação da fraude, a agência determinou a retirada de circulação e vedou toda a cadeia de comercialização do lote.
Nos repelentes, as duas versões também convergem mais do que divergem. Foram interditados cautelarmente os lotes 189952 do Above Protect com filtro solar FPS 30, 205688 do Above Protect Repelente de Insetos e 2601001449 do Repellere Aerossol. Os laudos do Instituto Adolfo Lutz apontaram resultados insatisfatórios em ensaios envolvendo DEET, substância usada para afastar mosquitos.
A diferença está no tom: o texto pró-governo trata a decisão como protocolo sanitário preventivo; o da oposição ressalta as “falhas relacionadas ao Deet” e a suspensão de vendas enquanto a apuração avança. Em ambos, permanece a mesma lacuna: a Anvisa não informou qual irregularidade específica foi detectada — se de concentração, estabilidade ou outro parâmetro do composto.
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