Empréstimo quitado ou novo flanco político para Lula?

O ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro admite ter recebido dinheiro de Roberta Luchsinger, mas diz que se tratou de um empréstimo pessoal já pago. Enquanto a defesa nega ilegalidade, opositores exploram as transferências em meio às apurações sobre fraudes no INSS.
Empréstimo quitado ou novo flanco político para Lula?

Empréstimo quitado ou novo flanco político para Lula?
O empréstimo entre uma empresária sob investigação e um ex-assessor do presidente Lula virou munição política em Brasília. Marco Aurélio Santana Ribeiro admite a operação, mas sustenta que ela foi privada, regular e encerrada.

Conhecido como Marcola, o ex-chefe de gabinete deixou o cargo para atuar na campanha de reeleição de Lula. Ao responder à revelação das transferências, afirmou que o dinheiro recebido de Roberta Luchsinger já havia sido quitado e rejeitou qualquer vínculo entre a operação e sua função no Planalto. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função.”

A leitura da oposição é bem mais dura. A divulgação do caso, inicialmente atribuída ao Poder360, foi impulsionada por Flávio Bolsonaro nas redes e ganhou peso porque Luchsinger é investigada no contexto das fraudes do INSS. Outra reportagem afirma que os repasses a Ribeiro estariam sob análise da Polícia Federal e poderiam somar dezenas de milhares de reais, mas ressalva que valores, frequência e finalidade das transferências não foram confirmados oficialmente.

O contraste central está aí: de um lado, Ribeiro descreve um empréstimo liquidado, sem irregularidade; de outro, adversários tratam a proximidade com uma investigada como um problema político que exige esclarecimentos. Até agora, não há decisão judicial definitiva sobre os supostos repasses.

Luchsinger, por sua vez, pediu ao STF investigação sobre um possível vazamento de conversas sob sigilo da Operação Sem Desconto para a campanha de Flávio Bolsonaro. Seus advogados alegam que o material sigiloso teria sido usado politicamente — uma acusação que desloca a disputa do conteúdo das transferências para a origem das informações.

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