PF cerca família de Weverton, enquanto senador e advogado rebatem suspeitas
PF cerca família de Weverton, enquanto senador e advogado rebatem suspeitas
A nova fase da Operação Sem Desconto elevou a pressão sobre o entorno de Weverton Rocha (PDT-MA): a PF mira familiares do senador e um advogado próximo a ele, enquanto as defesas dizem que os fatos têm explicação legal e nenhuma conexão com a fraude no INSS.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo STF. A etapa apura possível lavagem de dinheiro associada aos descontos irregulares em benefícios previdenciários. O próprio Weverton não foi alvo desta fase — distinção que parte da cobertura oposicionista sublinhou após informações iniciais imprecisas —, mas segue citado e investigado no inquérito.
A versão policial, reproduzida tanto por veículos alinhados ao governo quanto por críticos, é mais ampla que uma suspeita isolada. A PF aponta repasses superiores a R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer Tomaz para Samya Rocha, esposa do senador, e investiga uma mansão de R$ 6 milhões usada por Weverton, mas registrada em nome de empresa vinculada ao advogado. Para os investigadores, Tomaz funcionaria como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” da estrutura sob apuração.
A cobertura de oposição enfatiza o peso político do caso: Weverton é vice-líder do governo Lula no Senado, enquanto Tomaz é descrito como amigo de Flávio Bolsonaro. Esse contraste expõe uma rede de relações que atravessa campos rivais, mas proximidade política não é, por si, prova de crime. A apuração ainda busca definir origem dos recursos, destino dos repasses e responsabilidades individuais.
Do outro lado, Weverton afirma que as movimentações são fruto de atividades empresariais, lícitas e declaradas. Já Tomaz sustenta que a busca decorre apenas de ser dono do avião usado pelo senador numa viagem particular e afirma: “não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários”. A disputa, portanto, está entre o desenho indiciário apresentado pela PF e a promessa das defesas de comprovarem a regularidade dos negócios.
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