Suspeita de racha põe lateral do São Paulo no centro de morte em Barueri

Nicolas Bosshardt, de 19 anos, responde em liberdade após atropelar e matar Paulo Rodrigues, de 84 anos. Polícia aponta velocidade incompatível e apura racha; defesa, colegas e clube negam imprudência e destacam o socorro prestado.
Suspeita de racha põe lateral do São Paulo no centro de morte em Barueri

Suspeita de racha põe lateral do São Paulo no centro de morte em Barueri
A morte de Paulo Rodrigues, de 84 anos, transformou uma volta de shopping em Barueri numa investigação que contrapõe suspeita de racha, relatos de alta velocidade e a versão de um acidente inevitável. Nicolas Bosshardt, lateral de 19 anos do São Paulo, foi preso em flagrante e depois liberado sob medidas cautelares.

Para a Polícia Civil, os depoimentos e vídeos reunidos indicam que Nicolas e outros atletas trafegavam em velocidade incompatível com o limite de 40 km/h na Alameda Rio Negro. Uma testemunha disse ter visto dois carros em alta velocidade e relatou que os motoristas reconheceram a velocidade elevada, embora negassem uma disputa no momento do atropelamento. O caso foi registrado como participação em corrida ilegal com resultado morte.

A defesa sustenta o oposto: Nicolas afirmou que não bebeu, que seu aplicativo de trajeto marcava 50 km/h e que a vítima atravessou fora da faixa. Os outros jogadores ouvidos também rejeitaram a hipótese de racha; Igor Felisberto disse que os veículos haviam reduzido para cerca de 60 a 70 km/h por causa das lombadas. A diferença central é dura: investigadores veem uma velocidade acima do permitido e possível imprudência; os atletas descrevem uma colisão sem corrida e sem álcool.

A Justiça reconheceu indícios de autoria e a materialidade do crime, mas entendeu que a prisão não se justificava. A juíza Marilia Bonafe Froment registrou que Nicolas é primário, tem vínculo com a comarca e voltou ao local, acionando o resgate e colaborando com a apuração. A liberdade, porém, veio como “voto de confiança”, condicionada a comparecimento mensal, endereço atualizado e restrições para sair da comarca; sua habilitação foi suspensa.

O São Paulo lamentou a morte e afirmou que o jogador “permaneceu no local prestando assistência e acionando o serviço de resgate”. Enquanto o clube promete acompanhar o inquérito juridicamente, a investigação terá de separar a velocidade alegada pelos envolvidos da conduta que a polícia atribui àquela noite.

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