Lula lidera, mas Flávio encurta a disputa e expõe o desgaste do governo

A Quaest mantém Lula à frente de Flávio Bolsonaro nos dois turnos, mas mostra o senador do PL em recuperação e um governo aprovado por margem mínima. A vantagem eleitoral convive com sinais claros de insatisfação sobre um novo mandato.
Lula lidera, mas Flávio encurta a disputa e expõe o desgaste do governo

Lula lidera, mas Flávio encurta a disputa e expõe o desgaste do governo
Lula continua na frente, mas a corrida deixou de parecer confortável. A nova Quaest preserva a liderança do presidente e, ao mesmo tempo, registra uma aproximação de Flávio Bolsonaro que torna a disputa mais apertada.

No recorte enfatizado pelo campo pró-governo, Lula lidera o primeiro turno por 39% a 30% e venceria Flávio no segundo por 44% a 39%. Também supera Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos nas demais simulações — um retrato de vantagem consistente diante de uma oposição ainda fragmentada.

Mas a leitura da oposição é menos sobre a distância atual e mais sobre a direção dos números. Em julho, a diferença no primeiro turno era de 12 pontos; agora, é de nove. No segundo, caiu de oito para cinco. Flávio avançou de 28% para 30% na primeira rodada e de 37% para 39% no confronto direto, enquanto Lula oscilou para baixo dentro da margem de erro.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui o movimento à recomposição do eleitorado à direita: “a direita se reorganiza e o eleitor antipetista voltou a considerar Flávio”. Para ele, a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro foi “a primeira peça dessa reorganização”.

A aprovação do governo resume essa tensão. Está tecnicamente dividida — 48% aprovam e 47% desaprovam —, sinal de estabilidade para aliados de Lula. Porém, 55% dizem que ele não merece mais quatro anos, contra 41% que defendem novo mandato; e 55% avaliam que o país segue na direção errada.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança. Como lembra a cobertura oposicionista, pesquisas são um retrato do momento, não uma previsão da urna.

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