Neymar decide para o Santos, mas deixa o Remo em fúria no Mangueirão

A assistência de Neymar para Rony colocou o Santos nas quartas da Copa do Brasil, mas a comemoração do camisa 10 após o apito final provocou uma troca de ofensas com dirigentes do Remo.
Neymar decide para o Santos, mas deixa o Remo em fúria no Mangueirão

Neymar decide para o Santos, mas deixa o Remo em fúria no Mangueirão
O Santos saiu de Belém com a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil e o Remo com uma noite de frustração que extrapolou o placar. A assistência decisiva de Neymar virou, ao mesmo tempo, argumento de classificação santista e estopim de uma confusão no Mangueirão.

Em campo, a leitura santista é de sobrevivência com estrela. O time sofreu diante de um Remo agressivo, viu Gabriel Brazão trabalhar e Zé Welison acertar a trave, mas aproveitou a superioridade numérica após a expulsão de um jogador para crescer na partida. Neymar, que chegou a Belém no próprio dia do duelo e entrou no segundo tempo, cruzou para Rony marcar o 1 a 0 — lance que confirmou a classificação mesmo sob vaias constantes.

Para o Remo, porém, o desfecho não se resumiu à eficiência do adversário. Após o apito final, Neymar comemorou perto do acesso aos vestiários, gritou “eliminado” em direção a pessoas ligadas ao clube paraense e respondeu às reações com provocações. O bate-boca, com as delegações separadas por grades, precisou ser contido.

O presidente remista Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, transformou a irritação em ataque frontal. Ele reconheceu “uma grande campanha”, mas disse haver “sentimento de ser prejudicado” e acusou o Santos de não precisar daquele tipo de conduta. Sobre Neymar, disparou: “Esse vagabundo desse Neymar, que é idolatrado por um bando de criança, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar.”

O contraste resume a noite: para o Santos, Neymar foi o protagonista que precisava de um lance para decidir; para o Remo, o mesmo personagem ofuscou uma campanha competitiva com uma comemoração vista como desrespeitosa. A vaga ficou com o Peixe. A ferida, em Belém, ficou aberta.

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