Gol no último suspiro leva o Atlético-MG às quartas, mas expõe sofrimento
Gol no último suspiro leva o Atlético-MG às quartas, mas expõe sofrimento
O Atlético-MG trocou a ameaça de uma noite frustrante por uma classificação dramática em Caxias do Sul. O gol de Alan Minda no último lance fez o 1 a 0 sobre o Juventude valer vaga nas quartas de final da Copa do Brasil — e uma premiação de R$ 4 milhões.
O resultado une as leituras sobre a força competitiva do Galo, mas também escancara o contraste entre a eficiência final e a dificuldade para construir o jogo. Para uma análise, o time de Eduardo Domínguez exibiu “espírito de Copa”: mesmo com problemas técnicos e pouca qualidade nas conclusões, insistiu até o fim e sobreviveu a mais um mata-mata no limite.
A vitória, porém, esteve longe de ser controlada. Cuello acertou o travessão no primeiro tempo, Natanael desperdiçou uma chance clara após o intervalo e Everson precisou de uma defesa decisiva em cabeçada de Marcos Paulo. O Juventude cresceu na partida, enquanto o Atlético repetia o roteiro de criar sem matar o confronto.
A versão mais factual do lance final ajuda a explicar a revolta gaúcha: com o árbitro prestes a encerrar o jogo, Lyanco lançou a bola na área, a defesa do Juventude se atrapalhou e Minda aproveitou a sobra aos 49 minutos. Os jogadores do clube gaúcho reclamaram do tempo, mas o gol saiu dentro dos quatro minutos de acréscimo indicados pela arbitragem.
Para o Atlético, o alívio também tem peso financeiro e esportivo. O clube, que já assegurou R$ 9 milhões desde sua entrada na quinta fase, cumpre a meta de chegar às quartas e mantém aberta a rota para a Libertadores de 2027 — reservada ao campeão e ao vice. A eventual conquista do torneio pode levar a arrecadação a R$ 96 milhões.
Assim, o Galo avança como candidato, mas não como time tranquilo: celebra a entrega que decide eliminatórias e carrega a urgência de jogar melhor antes que o próximo sufoco cobre seu preço.
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