Brenner tira o Vasco do sufoco e aumenta a dor do Fluminense
Brenner tira o Vasco do sufoco e aumenta a dor do Fluminense
O Vasco transformou um clássico tenso em mais uma noite de afirmação contra o Fluminense. A vitória por 3 a 1 no Maracanã levou o Cruz-Maltino às quartas de final da Copa do Brasil e devolveu protagonismo a Brenner justamente quando o atacante mais precisava.
Depois do 0 a 0 na ida, o Vasco foi mais intenso, compacto e agressivo desde o início. Brenner abriu o placar com um chute de fora da área e voltou a marcar no segundo tempo, encerrando um jejum de 113 dias sem gols pelo clube. “Após 113 dias, o atacante Brenner voltou a balançar as redes pelo Vasco.” Puma Rodríguez fechou a conta no fim; Martinelli havia reduzido para o Fluminense.
A leitura vascaína é de superioridade merecida e de uma vitória que pode mudar a relação entre Brenner e a arquibancada. O atacante, que não marcava havia 14 jogos, viveu uma “noite inspiradíssima” e pode iniciar “capítulos mais amenos” com a torcida. Mas a classificação não elimina o contraste da temporada: o time ganha fôlego no mata-mata enquanto segue na zona de rebaixamento do Brasileiro.
Para o Fluminense, a derrota pesa além do placar. A eliminação amplia a vantagem do rival nos confrontos eliminatórios deste século: são dez classificações vascaínas, contra cinco tricolores. E também aumenta a pressão sobre Luis Zubeldía antes do mata-mata da Libertadores.
A crítica mais dura recaiu sobre o perfil do elenco. Com o time perdendo por 2 a 0, Zubeldía lançou Ganso, Cano e Hulk — trio que soma 114 anos. Para Mauro Cezar Pereira, o “time envelhecido” que já funcionou em outro contexto agora expõe seus limites. O Vasco celebrou eficiência e histórico; o Fluminense saiu com a urgência de se reinventar.
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