DNA vira arma de Alfredo Gaspar contra acusação que ameaça a chapa de Flávio
DNA vira arma de Alfredo Gaspar contra acusação que ameaça a chapa de Flávio
A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro transformou uma apuração ainda preliminar em crise eleitoral. De um lado, a defesa exige um exame de DNA rápido; do outro, parlamentares governistas sustentam que há elementos graves a esclarecer.
A Polícia Federal realiza diligências e pretende encaminhar o material ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo. A corporação pediu autorização para abrir inquérito, mas a Procuradoria-Geral da República solicitou novas providências antes de decidir se apoia a investigação formal.
Gaspar nega ter estuprado uma adolescente que teria 13 anos à época e oferece o próprio material genético como resposta central. Sua defesa afirma que a comparação poderia “demonstrar cabalmente” sua inocência e pede que o procedimento seja encerrado caso não haja vínculo biológico nem apareçam outros elementos. “A defesa não pede que se acredite na palavra do peticionário. Pede algo bem mais exigente: que submeta a palavra do peticionário ao teste da ciência”, diz a manifestação.
A estratégia é objetiva, mas não encerra automaticamente toda a controvérsia: o DNA pode esclarecer a alegada paternidade da criança mencionada na denúncia, enquanto as demais acusações — incluindo uma suposta tentativa de comprar o silêncio da família — dependem de outras provas.
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, autores da notícia-crime, afirmam ter encaminhado documentos e conversas às autoridades. Intimada a complementar as informações, Soraya classificou a medida como “um procedimento regular” e disse ter considerado seu dever enviar as denúncias para apuração, “sempre em respeito ao devido processo legal”.
Já Gaspar atribui o caso a uma ofensiva política ligada à sua atuação na CPMI do INSS. “É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, declarou. A campanha de Flávio aposta na mesma linha e quer retirar a “espada” sobre o candidato, enquanto aliados reconhecem o risco de desgaste — sobretudo entre eleitoras.
No centro do confronto está o relógio: a defesa quer um teste em até 72 horas; PF, PGR e STF seguem o ritmo mais lento das diligências. Até lá, ciência, Justiça e campanha eleitoral continuarão misturadas.
https://resumosbrasil.com/stories/019fd9cc-34c0-0641-70bd-11e363f1735c
Write a comment