Ciclone-bomba ameaça o Sul e coloca nove regiões de São Paulo em alerta vermelho

Enquanto especialistas explicam a rápida intensificação do fenômeno, a Defesa Civil concentra esforços nos riscos imediatos: rajadas de até 100 km/h, quedas de árvores, destelhamentos e cortes de energia.
Ciclone-bomba ameaça o Sul e coloca nove regiões de São Paulo em alerta vermelho

Ciclone-bomba ameaça o Sul e coloca nove regiões de São Paulo em alerta vermelho
A possível formação de um ciclone-bomba acendeu dois sinais de urgência: entender por que o sistema pode se intensificar tão depressa e preparar milhões de moradores do Sul e do Sudeste para ventos potencialmente destrutivos.

Pela perspectiva científica, o ponto central é a velocidade da queda da pressão atmosférica. O professor Micael Cecchini, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, explica que um ciclone extratropical nasce do encontro entre massas de ar quente e frio. Para receber a classificação de “bomba”, porém, precisa registrar uma queda de 24 milibares em 24 horas. “Essa classificação serve justamente para identificar eventos que exigem atenção especial”, afirmou.

Na prática, o contraste entre as massas de ar favorece tempestades severas, granizo e rajadas intensas, seguidas por uma rápida redução das temperaturas. A expressão alarmante também despertou curiosidade: as buscas por “ciclone bomba” cresceram mais de 140% entre quarta-feira (5) e quinta-feira (6), segundo o Google Trends.

Já a abordagem da Defesa Civil é menos conceitual e mais imediata. Nove das 16 regiões administrativas de São Paulo entraram em alerta vermelho para ventos de até 100 km/h; as outras sete ficaram sob alerta laranja. A expectativa era de rajadas de até 70 km/h na quinta-feira, com fortalecimento na sexta e perda de intensidade no sábado.

Os dois enfoques convergem no mesmo recado: o fenômeno exige cautela. Chuvas e descargas elétricas ampliam o risco de quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia, sobretudo na Baixada Santista, onde a Serra do Mar pode reforçar as rajadas. A orientação é recolher objetos soltos, não se abrigar sob árvores, afastar-se de fios rompidos e reduzir a velocidade nas estradas. Emergências devem ser comunicadas à Defesa Civil, pelo 199, ou aos Bombeiros, pelo 193.

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