Corinthians vence, mas Inter transforma pressão em classificação

O time de Diniz dominou e fez 2 a 1 em Itaquera, mas pagou pela derrota na ida e pela falta de alternativas. Recuado e eficiente, o Inter resistiu, avançou às quartas e aprofundou a frustração do atual campeão.
Corinthians vence, mas Inter transforma pressão em classificação

Corinthians vence, mas Inter transforma pressão em classificação
O Corinthians ganhou a noite, mas o Internacional ficou com o que realmente importava. A vitória paulista por 2 a 1 não apagou o revés por 2 a 0 no Beira-Rio, e o atual campeão despediu-se da Copa do Brasil diante de mais de 45 mil torcedores em Itaquera.

A leitura corintiana é de domínio sem recompensa. Gustavo Henrique abriu o placar, Bernabei empatou na primeira finalização certa do Inter e Pedro Raul recolocou os donos da casa à frente. No fim, Matheuzinho acertou a trave no lance que poderia levar a disputa aos pênaltis.

Fernando Diniz defendeu a estratégia aérea contra o bloco colorado, formado por três zagueiros e três volantes. “A maior chance de a gente fazer gol era justamente do jeito que a gente fez”, afirmou. O treinador, porém, também atribuiu peso decisivo à arbitragem, reclamando de uma falta em Kaio César antes do gol de Bernabei e de um pênalti ignorado na partida de ida.

As análises externas foram menos indulgentes. Para Milton Neves, houve “muita vontade, pouca inspiração”: depois do segundo gol, o Corinthians perdeu repertório e ficou preso ao “chuveirinho”, confortável para a defesa gaúcha. Outra avaliação apontou a mesma limitação: a bola aérea produziu os dois gols, mas faltaram variações pelo chão para desmontar o Inter.

Do lado colorado, o recuo pode ser visto tanto como fragilidade quanto como virtude. PVC avaliou que o Inter não jogou bem e que o 5-3-2 “deu errado”, mas repetiu o essencial: “O Internacional resistiu.” Já a análise gaúcha enxergou organização, entrega e compromisso coletivo em uma equipe que compensou limitações e neutralizou a pressão.

Gustavo Henrique resumiu a diferença entre os dois jogos: “O primeiro jogo foi muito morno” e, com a desvantagem acumulada, “correr atrás é mais complicado”. O Corinthians saiu aplaudido, mas eliminado; o Inter, mesmo pressionado e ameaçado pela trave, voltou às quartas de final.

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