Vitória transforma milagre em método e expõe colapso do Athletico

O time baiano reverteu a derrota por 2 a 0 com uma goleada no Barradão, enquanto pressão, ousadia tática e falhas do goleiro Santos selaram a queda paranaense.
Vitória transforma milagre em método e expõe colapso do Athletico

Vitória transforma milagre em método e expõe colapso do Athletico
O que parecia uma missão desesperada virou atropelo: empurrado pelo Barradão, o Vitória desmontou a vantagem do Athletico-PR e transformou uma noite de sobrevivência em demonstração de força.

Derrotado por 2 a 0 na ida, o time baiano precisava ganhar por três gols para avançar diretamente. Fez mais: venceu por 4 a 0, fechou o confronto em 4 a 2 e chegou às quartas de final da Copa do Brasil. Renê marcou duas vezes; Erick e Marinho completaram a goleada.

Pelo lado do Vitória, a virada foi tratada como mais um capítulo da sintonia entre equipe e arquibancada. Com 75% de aproveitamento em casa em 2026, o clube já havia revertido situações delicadas contra Flamengo e Fortaleza. Desta vez, Jair Ventura abandonou formações mais cautelosas, apostou em um 4-2-4 e pressionou desde o início — um “all-in” recompensado pelo gol de Renê aos 11 minutos.

Ventura atribuiu o triunfo à versatilidade e ainda provocou o adversário: “Estudar a gente é difícil, tem que estudar um pouco mais”. Para o treinador, a atuação foi “impecável”, sobretudo porque o Vitória continuou atacando mesmo depois de assumir a vantagem no confronto.

A leitura paranaense é o negativo da fotografia. Se na ida o Athletico controlou o jogo e exibiu repertório, no Barradão acumulou erros defensivos, teve volume sem precisão e acertou apenas três de 13 finalizações no gol. O Vitória, em contraste, colocou nove de 16 chutes na direção da meta.

O símbolo do colapso foi Santos. Justamente em sua 323ª partida, que o tornou o quinto atleta com mais jogos pelo clube, o goleiro falhou no primeiro e no terceiro gols. A marca histórica virou pano de fundo para sua pior atuação com a camisa rubro-negra.

Para o Vitória, a goleada confirma que o improvável se tornou hábito no Barradão. Para o Athletico, fica uma eliminação definida não pela falta de posse ou iniciativa, mas pela enorme diferença entre pressão e eficiência.

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