Vendaval ameaça 11 estados, mas alertas divergem sobre o grau de perigo
Vendaval ameaça 11 estados, mas alertas divergem sobre o grau de perigo
Um ciclone extratropical colocou 11 estados na rota de ventos potencialmente destrutivos. Há consenso sobre a ameaça, mas não sobre sua classificação: enquanto uma cobertura aponta alerta laranja, outra fala em alerta vermelho.
Na cobertura pró-governo, o Inmet prevê rajadas entre 40 e 60 km/h em áreas de Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. O aviso mais severo seria o laranja, com ventos de até 100 km/h no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O cenário inclui “risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos em edificações e lavouras”. O texto acrescenta que o ciclone, formado entre Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil, poderia ser classificado como “ciclone bomba” dependendo da velocidade da queda de pressão.
A cobertura de oposição apresenta praticamente o mesmo mapa de risco e também relaciona o fenômeno a uma frente fria e a um ciclone extratropical. A diferença está no tom — e na cor: o aviso mais intenso é descrito como “alerta vermelho, classificado como perigoso”, válido para áreas dos três estados do Sul e de São Paulo, com ventos de 60 a 100 km/h. A lista de possíveis consequências é semelhante: árvores derrubadas, telhados arrancados e danos a estruturas e plantações.
As duas versões, portanto, convergem no essencial: 11 estados sob aviso, rajadas de até 100 km/h e possibilidade de prejuízos relevantes. Divergem, porém, sobre o nível formal do alerta mais grave — laranja em uma, vermelho na outra. Diante do risco, a orientação é permanecer em local abrigado, evitar árvores, torres e placas de propaganda e, em emergências, acionar a Defesa Civil pelo 199 ou os bombeiros pelo 193.
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