Após três reviravoltas, Cleitinho vira a aposta do Republicanos em Minas

O Republicanos engoliu o próprio veto e liberou Cleitinho para disputar o governo mineiro. Pesquisas favoráveis e pressão eleitoral venceram a desconfiança interna, mas o senador teve de pedir desculpas e prometer ir até o fim.
Após três reviravoltas, Cleitinho vira a aposta do Republicanos em Minas

Após três reviravoltas, Cleitinho vira a aposta do Republicanos em Minas
O Republicanos trocou a cautela pelo risco: depois de vetar Cleitinho Azevedo, aceitou lançar justamente o senador cuja força nas pesquisas contrasta com uma sequência de recuos, lágrimas e atritos partidários.

Na leitura favorável à candidatura, a virada representa a recuperação de um nome competitivo. Cleitinho agradeceu a confiança e resumiu seu estado de espírito em tom de campanha: “O soldado vai ferido para a guerra, pois eu sei que terei milhões de soldados me defendendo em Minas Gerais”. O senador atribuiu as hesitações ao luto pela morte do irmão mais novo e prometeu governar para diferentes categorias e grupos sociais. Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, será o vice.

A direção partidária, porém, trata o desfecho menos como aclamação e mais como acordo condicionado. O Republicanos temia o perfil imprevisível de Cleitinho e possíveis ataques à própria classe política, mas calculou que um rompimento poderia prejudicar suas chapas de deputados em Minas.

Do outro lado da cobertura, o recuo aparece como pragmatismo eleitoral. A legenda citou “fatos novos, compromissos objetivos” e os apelos de candidatos proporcionais, interessados em um palanque próprio e competitivo. Pesou também a liderança de Cleitinho nas pesquisas. Em contrapartida, ele reconheceu erros, apresentou desculpas e assumiu o “compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”. Também informou que fará a campanha sem usar recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.

A reação bolsonarista foi imediata e econômica. Eduardo Bolsonaro celebrou com “Boa!!!” uma publicação que dizia: “A Direita tem candidato a Governador em Minas!”. Assim, aliados vendem a decisão como unidade da direita; críticos e dirigentes veem uma aposta de alto retorno — e de disciplina ainda por provar.

https://resumosbrasil.com/stories/019fe03b-fe15-000f-72dc-01565d555061

Write a comment