Republicanos engole o vaivém e libera Cleitinho de olho nos votos de Minas

Após desistências, veto e pedido público de desculpas, Cleitinho recuperou a candidatura ao governo mineiro. A força nas pesquisas e o temor de enfraquecer as chapas do partido falaram mais alto.
Republicanos engole o vaivém e libera Cleitinho de olho nos votos de Minas

Republicanos engole o vaivém e libera Cleitinho de olho nos votos de Minas
O Republicanos trocou a disciplina partidária pelo pragmatismo eleitoral: depois de vetar Cleitinho Azevedo, voltou atrás e entregou ao senador a candidatura ao governo de Minas Gerais. A paz, porém, veio com condições e cicatrizes expostas.

A versão oficial busca encerrar a crise. Segundo a Executiva Nacional, Cleitinho reconheceu “os equívocos cometidos durante o processo”, pediu desculpas e assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim. Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e aliado do senador, ocupará a vaga de vice.

Nos bastidores, o cálculo foi menos sentimental. Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, atribuiu a mudança à “ajuda que ele dá para eleger bancada” em Minas e ao aprendizado do senador em “respeitar o processo partidário”. Cleitinho lidera as pesquisas, enquanto candidatos a deputado temiam perder seu principal puxador de votos.

O desfecho contrasta com uma semana de rupturas. Abalado pela morte do irmão, Cleitinho anunciou que não disputaria, voltou atrás e interrompeu a convenção nacional para pedir: “Eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente que me dê essa vaga”. Pereira respondeu na hora: “A decisão está tomada”. Dias depois, a decisão já era outra.

Veículos alinhados à oposição celebraram a reviravolta como a consolidação de um nome competitivo: levantamento Real Time Big Data apontava Cleitinho com 36%, contra 15% de Alexandre Kalil e 14% de Patrus Ananias. Eduardo Bolsonaro resumiu o entusiasmo nas redes: “Boa!!!”, ao compartilhar a mensagem “A Direita tem candidato a Governador em Minas!”.

Já as leituras mais críticas destacaram a imprevisibilidade do senador e o receio de novos recuos. O acordo tenta neutralizar esse risco: Cleitinho fará campanha sem recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos. Para a sigla, “o episódio está encerrado”; para os adversários, o vaivém acaba de se tornar munição eleitoral.

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