Ciclone se afasta, mas deixa destruição e um novo perigo no horizonte

O sistema perdeu força sobre o continente após matar um motociclista e danificar mais de cem municípios gaúchos. Agora, ventos, temporais, ondas grandes e uma massa de ar frio mantêm Sul e Sudeste em alerta.
Ciclone se afasta, mas deixa destruição e um novo perigo no horizonte

Ciclone se afasta, mas deixa destruição e um novo perigo no horizonte
O ciclone-bomba já avança sobre o Atlântico, mas a distância não encerrou a ameaça. Depois de deixar um morto, cinco feridos e um rastro de danos no Rio Grande do Sul, o fenômeno dá lugar a novos riscos: ventania, temporais, mar agitado e frio intenso.

Os relatos convergem sobre a gravidade, embora tragam balanços ligeiramente diferentes. Uma apuração contabilizou danos em 114 municípios e 2.306 desalojados, além de rajadas superiores a 120 km/h. A vítima fatal foi um motociclista atingido pela queda de uma árvore em Montenegro. Outra atualização, baseada na Defesa Civil gaúcha, elevou para 118 o número de municípios afetados e manteve o saldo de uma morte e cinco feridos.

Também há diferença de ênfase. Enquanto uma cobertura destaca que os efeitos diminuem gradualmente à medida que o ciclone se afasta, ela ressalta que as rajadas ainda podem alcançar 90 km/h em pontos do Paraná e de Santa Catarina. “Ainda são ventos fortes”, alertou o meteorologista César Soares, da Climatempo. Já os relatos mais dramáticos concentram-se no tornado de Pedro Osório: os ventos podem ter ultrapassado 200 km/h, com danos compatíveis predominantemente com a categoria F1 e, em alguns locais, F2.

O consenso é que o perigo apenas mudou de forma. A circulação do sistema abriu caminho para uma massa de ar frio, com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O frio deve alcançar São Paulo e Rio de Janeiro na segunda-feira, com menor intensidade, enquanto tempestades permanecem concentradas entre Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

No litoral, a cautela continua. Ondas podem variar de dois a quase três metros no Sul e no Sudeste, enquanto alertas de vento permanecem ativos em seis estados. O ciclone vai embora; sua cauda meteorológica, porém, ainda cobra atenção.

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