KFA pagou sexo a árbitros e agora diz que não sabia de nada

Auditoria expôs despesas corporativas com estabelecimentos adultos, enquanto ex-dirigentes alegam que atender árbitros era prática comum. A atual gestão pede desculpas, endurece regras e tenta conter uma crise maior.
KFA pagou sexo a árbitros e agora diz que não sabia de nada

KFA pagou sexo a árbitros e agora diz que não sabia de nada
Uma conta enterrada por mais de uma década voltou para assombrar o futebol sul-coreano. De um lado, uma auditoria registra pagamentos de entretenimento sexual a árbitros; do outro, a atual direção da federação alega desconhecimento e promete recuperar uma credibilidade já abalada.

O relatório do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, produzido em 2016, aponta que cartões corporativos da Federação Coreana de Futebol (KFA) custearam visitas de árbitros estrangeiros a casas de massagem e outros estabelecimentos adultos. As despesas ocorreram entre março de 2011 e março de 2012, antes e depois de partidas internacionais — incluindo jogos das Eliminatórias para a Olimpíada de Londres e para a Copa do Mundo de 2014. Ex-dirigentes disseram que os árbitros solicitaram as visitas e sustentaram que “era uma prática comum na época” atender aos pedidos.

Essa justificativa trata os gastos como parte de uma cultura administrativa permissiva. A posição da gestão atual é diferente: a KFA afirma não ter conhecimento do esquema e diz que hoje opera sob regras mais rígidas para o uso de cartões corporativos. Em nota, declarou estar “profundamente arrependida pela decepção e preocupação” provocadas pelas sucessivas controvérsias e apresentou um “pedido sincero de desculpas”.

As duas versões convergem apenas num ponto: os pagamentos ocorreram dentro da estrutura da entidade. Divergem sobre a responsabilidade — antigos dirigentes invocam os costumes da época; os atuais tentam estabelecer distância entre aquela prática e a administração presente.

O momento agrava o estrago. O relatório ressurgiu após buscas policiais em instalações da KFA numa investigação sobre possíveis irregularidades na nomeação de Hong Myung-bo para comandar a seleção masculina em 2024. Somadas à audiência parlamentar e às críticas à gestão esportiva, as revelações transformam um escândalo antigo em teste imediato para as reformas e a transparência prometidas pela federação.

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