Depoimento explosivo põe Gaspar e Lindbergh em guerra no STF

Um comerciante diz que houve pagamentos para fabricar uma acusação contra Alfredo Gaspar. Lindbergh nega tudo, questiona a legalidade da apuração e pede a anulação do depoimento.
Depoimento explosivo põe Gaspar e Lindbergh em guerra no STF

Depoimento explosivo põe Gaspar e Lindbergh em guerra no STF
Um depoimento enviado pela Câmara ao Supremo transformou uma acusação contra Alfredo Gaspar em uma nova suspeita: a de que o próprio caso teria sido fabricado. De um lado, há o relato de pagamentos e identidade falsa; do outro, uma negativa categórica e a contestação da investigação.

Luiz Antônio Lopes afirmou à Polícia Legislativa que recebeu três transferências — de R$ 2,5 mil, R$ 4 mil e R$ 10 mil — para repassar a uma mulher que acusaria Gaspar de estupro usando outro nome. “Recebi esses valores, saquei o dinheiro e dei à Marcela”, declarou. Ele também disse ter participado de uma reunião virtual com Lindbergh Farias, mas o depoimento apresentado não inclui documentos ou gravações que comprovem o encontro. Até o momento, Gaspar não foi denunciado pela PGR.

Lindbergh responde com uma versão diametralmente oposta. “Isso é uma picaretagem. Desconheço os citados e a suposta investigação da Polícia Legislativa”, afirmou, defendendo que a testemunha seja investigada e presa. Gaspar, por sua vez, nega o crime original e colocou material genético à disposição das autoridades. Soraya Thronicke, que apresentou a notícia-crime ao lado de Lindbergh, informou que prestará esclarecimentos no prazo legal.

O petista também levou a disputa ao campo processual. Em reclamação ao STF, pediu a anulação da oitiva, alegando “vícios gravíssimos” e “nulidade absoluta”. Sua defesa sustenta que a Polícia Legislativa teria avançado sobre atribuições da Polícia Federal e conduzido uma apuração contra parlamentar sem supervisão inicial do Supremo; também aponta Gaspar como “desafeto político” e interessado direto no procedimento.

Fora dos autos, aliados da direita trataram o relato como bomba política. Leandro Ruschel classificou o caso como “gravíssimo” e disse que a trama envolveria Lindbergh. Eduardo Bolsonaro repercutiu uma publicação que pede prisão do petista “se ficar comprovada essa denúncia”.

As duas narrativas concordam em apenas um ponto: alguém está mentindo. O que separa armação política de contra-ataque eleitoral, porém, ainda depende de provas, perícias e da decisão do STF.

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