Eclipse raro apaga o Sol na Europa, mas Brasil só verá pela tela
Eclipse raro apaga o Sol na Europa, mas Brasil só verá pela tela
O céu vai escurecer em pleno dia em partes da Europa e do Ártico, mas o Brasil ficará fora da rota do espetáculo. De um lado, a atenção está em como acompanhar o eclipse; de outro, no que torna esses poucos minutos tão excepcionais.
A abordagem mais prática destaca que a faixa de totalidade passará por Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Atlântico, Espanha e uma pequena área de Portugal. Para o público brasileiro, “a principal forma de acompanhar o fenômeno será pela transmissão ao vivo da Nasa”, prevista para começar às 14h15, no horário de Brasília, pelo NASA+, YouTube e site da agência.
Na Europa, o impacto vai além da contemplação. A corrida por óculos certificados e hospedagens cresceu nas regiões de melhor visibilidade, enquanto operadores elétricos se preparam para uma redução temporária de até 9,7 GW na geração fotovoltaica, caso o céu esteja limpo.
Já a perspectiva científica ressalta que quase total não significa total. Mesmo com 99,9% do Sol encoberto, a pequena parcela restante ainda é brilhante demais para revelar a coroa solar. Somente quando a Lua cobre todo o disco, “a luminosidade cai de maneira abrupta, a temperatura pode diminuir e os ventos podem sofrer alterações”.
O eclipse também dividirá a cena com as Perseidas, chuva de meteoros produzida por partículas deixadas pelo cometa Swift-Tuttle. Para observadores do Hemisfério Norte, longe da poluição luminosa, a combinação pode transformar o dia e a noite em uma rara maratona celeste.
Há ainda um contraste de escalas: o evento durará minutos, mas sua existência depende de uma coincidência geométrica que não será eterna. Como a Lua se afasta da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, eclipses totais deverão desaparecer em aproximadamente 600 milhões de anos, restando apenas os anulares — com o chamado “anel de fogo”.
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