Mortes aumentam e resgate enfrenta colapso após terremoto histórico na Colômbia

O tremor de magnitude 7,4 deixou ao menos 132 mortos e centenas de feridos. Enquanto o governo diz ter mobilizado toda a capacidade nacional, autoridades locais relatam hospitais danificados e equipes sobrecarregadas.
Mortes aumentam e resgate enfrenta colapso após terremoto histórico na Colômbia

Mortes aumentam e resgate enfrenta colapso após terremoto histórico na Colômbia
A Colômbia corre contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto mais forte registrado no país neste século. Em meio a hospitais danificados, prédios no chão e operações aéreas suspensas, o avanço das buscas expõe uma tragédia ainda em expansão.

Os relatos pró-governo e de oposição concordam sobre a dimensão excepcional do tremor de magnitude 7,4, ocorrido perto de San José del Palmar, no oeste colombiano. Divergem, porém, na atualização do desastre: o primeiro aponta mais de 100 mortos e dezenas de feridos, enquanto o segundo contabiliza 132 mortes e mais de 570 feridos.

A versão mais próxima do governo enfatiza a mobilização nacional. O presidente Abelardo de la Espriella declarou “situação de emergência” e afirmou que “todas as capacidades do governo estão mobilizadas” para socorrer as comunidades. Em Cali, onde pelo menos 20 estruturas teriam sido destruídas, o principal hospital público perdeu “70% da infraestrutura”. Ainda assim, o socorrista voluntário Andrés Felipe Mejía destacou a reação popular: “Muita gente veio, com equipamentos, comida, ajudando os bombeiros, ajudando as pessoas”.

Já o relato da oposição oferece um retrato mais severo da pressão sobre os serviços públicos. Segundo a publicação, Cali teve 32 prédios desabados, cerca de 380 feridos e quatro grandes unidades de saúde evacuadas. Em Pereira, foram registradas 40 mortes e 65 edifícios no chão; em Manizales, o prefeito reconheceu que a capacidade de resposta estava “sobrecarregada”.

As duas perspectivas convergem num ponto: a emergência ultrapassou fronteiras. Lula afirmou que o Brasil permanece “à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, enquanto outros países e a União Europeia também ofereceram recursos. Com vítimas ainda sob os escombros, o balanço permanece provisório — e deve piorar antes de estabilizar.

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