Oposição diz que correção de Marçal derruba patrimônio bilionário para R$ 149,9 milhões

A campanha atribui a diferença de mais de R$ 7 bilhões a falhas de digitação. A retificação ocorre enquanto o TSE ainda analisa o registro presidencial de Marçal, atualmente inelegível até 2032.
Oposição diz que correção de Marçal derruba patrimônio bilionário para R$ 149,9 milhões

Oposição diz que correção de Marçal derruba patrimônio bilionário para R$ 149,9 milhões
Uma cifra bilionária virou uma fortuna bem menor em questão de dias. Pablo Marçal corrigiu a declaração de bens de sua candidatura presidencial, mas a explicação para uma diferença superior a R$ 7 bilhões mantém o caso sob os holofotes.

Na versão retificada, protocolada em 17 de agosto, o candidato do PRTB informou patrimônio de R$ 149,9 milhões — ante aproximadamente R$ 7 bilhões no documento original. A campanha atribuiu a discrepância a “equívocos meramente materiais, de digitação”. A maior parte do valor corrigido corresponde a participações societárias.

A comparação com a eleição municipal também chama atenção. Em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, Marçal declarou R$ 169,5 milhões. Agora, além de apagar o salto bilionário, a nova prestação apresenta uma redução de cerca de R$ 19,6 milhões em relação àquele patrimônio.

Antes da retificação, Marçal disse ter sido surpreendido pelo total de R$ 7,4 bilhões e afirmou que sua equipe já havia solicitado a mudança. “É óbvio que foi um erro de digitação”, declarou. Ele também defendeu que o sistema eleitoral permita importar diretamente os dados do Imposto de Renda, como forma de evitar falhas no preenchimento.

As duas versões convergem num ponto: o valor bilionário não representaria o patrimônio real do empresário. A diferença está no foco. Marçal trata o episódio como uma falha operacional evidente; os registros eleitorais mostram a dimensão incomum do erro e deixam a correção sujeita à análise da Justiça Eleitoral.

A controvérsia patrimonial corre paralelamente a uma questão mais decisiva. Marçal está inelegível até 2032 por condenações relacionadas à campanha paulistana de 2024. Uma liminar autorizou provisoriamente sua filiação ao PRTB, mas não garantiu sua participação na disputa: o TSE ainda precisa julgar o registro da candidatura.

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