Pró-governo diz que Fábio fez o Fluminense renascer na Libertadores
Pró-governo diz que Fábio fez o Fluminense renascer na Libertadores
O Fluminense saiu de Mendoza com uma classificação épica, embora sem uma atuação à mesma altura. O contraste resume a noite: faltou futebol durante boa parte do jogo, mas sobraram resistência, sangue-frio e Fábio quando a vaga ficou por um fio.
A leitura mais entusiasmada resgata a identidade de um time acostumado a decisões dramáticas. Para Juca Kfouri, “o Rivadavia era favorito e ponto”, mas o Fluminense não se intimidou e recuperou o espírito de seu “time de guerreiros”. Mesmo após a expulsão de Canobbio, Serna abriu o placar em contra-ataque; Arce empatou de pênalti nos acréscimos e levou a disputa para as cobranças.
A análise mais cautelosa, porém, separa heroísmo de desempenho. O Fluminense teve dificuldades para criar, sofreu diante dos contra-ataques argentinos e passou cerca de 50 minutos com um jogador a menos. A classificação “ganha peso pela maneira como foi construída, mais do que pelo futebol apresentado”. Em outras palavras: o resultado fortalece Marcão e muda o ambiente, mas não elimina as dúvidas de uma equipe ainda em reconstrução.
Também houve divergência sobre o empate do Rivadavia. Enquanto o relato factual aponta que o VAR identificou um toque no braço de Ignácio, a colunista Milly Lacombe afirmou que “o juizão e o VAR inventaram um pênalti”. O consenso reaparece na avaliação do protagonista: Fábio defendeu duas cobranças e garantiu a vitória por 5 a 4.
A vaga ainda trouxe recompensa financeira. O clube receberá mais US$ 1,7 milhão, cerca de R$ 9 milhões, elevando sua premiação acumulada na Libertadores para aproximadamente R$ 24,2 milhões. Agora, o Fluminense espera Platense ou Coquimbo Unido nas quartas — embalado pela sensação de que voltou a resistir, mas consciente de que ainda precisa jogar melhor.
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