Pró-governo diz que vitória sobre o Bolívar dá respiro ao São Paulo antes do Boca
Pró-governo diz que vitória sobre o Bolívar dá respiro ao São Paulo antes do Boca
O São Paulo trocou o alívio de uma classificação tensa por um desafio ainda maior. A vitória por 3 a 1 sobre o Bolívar encerrou o jejum pós-Copa, mas colocou o Boca Juniors no caminho tricolor.
No Morumbis, Luciano abriu o placar, Asprilla empatou com um chute no ângulo e reacendeu a apreensão, mas Calleri, de pênalti, e Sabino garantiram a vaga. O resultado ampliou para 16 jogos a invencibilidade são-paulina como mandante na Sul-Americana e representou o primeiro triunfo da equipe de Dorival Júnior desde a pausa para a Copa do Mundo.
Há, porém, duas leituras do 3 a 1. De um lado, a noite ofereceu o respiro que o São Paulo procurava depois de seis partidas sem vencer. De outro, o placar esconde uma atuação com sustos: o Bolívar encontrou espaços, empatou no segundo tempo e deixou o confronto momentaneamente à beira dos pênaltis. A classificação foi segura no fim, mas “mais complicada do que pode indicar o placar final”.
Calleri resumiu essa diferença entre resultado e desempenho. Ao ver o empate, o atacante pensou que “parecia a mesma história se repetindo pela 10ª vez”. Sobre a cobrança que recolocou o São Paulo na frente, brincou que o pênalti “parecia pesar 100 kg”. A reação rápida, contudo, mostrou uma equipe menos vulnerável ao roteiro de frustração que vinha marcando suas partidas.
Agora, o contraste será ainda mais forte. Enquanto o São Paulo precisou administrar tensão contra o Bolívar, o Boca eliminou o Deportivo Recoleta por 7 a 1 no agregado. A ida das quartas será na Argentina, e a volta, no Morumbis, em setembro. Para Calleri, ex-jogador do clube argentino, será também um retorno especial à Bombonera — mas, para o São Paulo, sobretudo um teste capaz de mostrar se o respiro virou reação.
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