Prisão após tragédia na Fernão Dias ainda depende de decisão judicial

Mãe e filho morreram após uma carreta atingir uma passarela em Vargem. O motorista foi autuado, mas a Justiça ainda decidirá sobre sua prisão enquanto perícias apuram a carga e a operação de transporte.
Prisão após tragédia na Fernão Dias ainda depende de decisão judicial

Prisão após tragédia na Fernão Dias ainda depende de decisão judicial
Uma mãe e o filho morreram sob uma passarela de cerca de 70 toneladas, e o motorista da carreta que atingiu a estrutura agora aguarda a primeira decisão judicial. A prisão ocorreu em flagrante, mas as responsabilidades pela tragédia na Fernão Dias ainda estão longe de esclarecidas.

Deyvidson Temudo de Oliveira foi autuado por dois homicídios culposos na direção de veículo automotor e por lesão corporal culposa. Segundo a apuração preliminar, a carreta transportava uma carga acima das dimensões autorizadas e teria feito uma ultrapassagem perto da passarela, em Vargem, no interior paulista.

O impacto derrubou a estrutura sobre o carro ocupado por Douglas Soares Quaresma e sua mãe, Rosangela Carlos Soares Chaves, ambos de Belo Horizonte. Os dois morreram no local. Outro caminhoneiro ficou preso às ferragens e sofreu ferimentos leves.

O motorista declarou que “não tinha conhecimento de eventual irregularidade nas dimensões da carga” e lamentou as mortes. O teste do bafômetro não indicou consumo de álcool. A XCMG Brasil, dona do equipamento transportado, afirmou que a operação era executada por uma empresa especializada contratada para o serviço.

Os materiais reunidos, porém, não apresentam versões políticas concorrentes sobre o acidente. Enquanto o relato classificado como pró-governo detalha a tragédia, a fonte agrupada como oposição trata de outro processo: a decisão da Primeira Turma do STF de tornar o deputado Gilvan da Federal réu por injúria contra Lula.

Há uma semelhança jurídica entre os casos, apesar de serem completamente distintos: decisões preliminares não equivalem a condenações. No processo do deputado, a defesa sustentou que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar, enquanto a PGR argumentou que “as ofensas não tinham relação com a atividade parlamentar”. Na Fernão Dias, caberá à perícia determinar o peso das condutas do motorista, da transportadora e dos responsáveis pela carga.

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