Novo parecer reabre caminho de Deltan ao Senado em 2026
Novo parecer reabre caminho de Deltan ao Senado em 2026
A cassação de 2022 continua de pé, mas pode não barrar Deltan Dallagnol em 2026. Um novo parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná separa os dois pleitos e reabre o caminho do ex-procurador para disputar o Senado.
A manifestação, assinada pelo procurador regional eleitoral Marcelo Godoy, recomenda que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná reconheça que a exoneração de Dallagnol do Ministério Público Federal, em 2021, não o torna automaticamente inelegível. A leitura contrasta com a conclusão adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2022, quando o registro de sua candidatura a deputado federal foi cassado sob o entendimento de que ele deixara o cargo enquanto respondia a procedimentos disciplinares, evitando uma possível demissão.
O novo parecer sustenta que o quadro mudou. Dos 16 procedimentos então em andamento, 13 foram arquivados por razões como prescrição, improcedência ou ausência de infração. Os outros três terminaram após sua saída, mas, segundo o MPE, não poderiam levar à demissão. Para Godoy, “os pilares sobre os quais se estruturou o juízo de fraude à lei no julgamento de 2022” perderam força diante dos fatos conhecidos posteriormente.
Há também diferença de ênfase entre as coberturas. Uma destaca a cautela jurídica: a decisão anterior segue válida apenas para aquela eleição, e eventuais outras causas de inelegibilidade não foram examinadas. A outra ressalta a reação política de Dallagnol e registra que o parecer pede a rejeição das impugnações apresentadas pela Unidade Popular e pela Federação Brasil da Esperança.
Dallagnol tratou a manifestação como uma reversão da narrativa que sustentou sua cassação. “Tentaram transformar minha cassação em uma sentença para me afastar definitivamente da política. Mas a mentira não resiste aos fatos”, afirmou nas redes sociais. O parecer ainda aponta sua entrada na direção estadual do Podemos, em novembro de 2021, como indício de que a exoneração ocorreu para viabilizar atividade partidária — incompatível com a permanência no Ministério Público. Agora, a palavra final sobre 2026 será da Justiça Eleitoral.
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