Pró-governo diz que São Paulo respira, mas Boca promete teste de fogo
Pró-governo diz que São Paulo respira, mas Boca promete teste de fogo
O São Paulo encontrou na Copa Sul-Americana o alívio que não vinha conseguindo no calendário doméstico. A vitória por 3 a 1 sobre o Bolívar garantiu a vaga nas quartas de final, mas o próximo obstáculo — o Boca Juniors — eleva imediatamente o grau de dificuldade.
De um lado, o resultado no Morumbis permite uma leitura otimista. Após o empate por 1 a 1 na altitude de La Paz, o time de Dorival Júnior controlou boa parte da volta, marcou com Luciano, Calleri e Sabino e ampliou para 16 jogos sua invencibilidade como mandante na competição. Na síntese mais favorável, o São Paulo “fez a lição de casa” e conquistou seu primeiro triunfo desde a pausa para a Copa do Mundo.
De outro, o placar esconde uma noite menos confortável. Luciano abriu a contagem, mas Asprilla empatou com um chute no ângulo e aumentou a tensão no estádio. A reação veio rapidamente: Calleri converteu um pênalti assinalado após revisão do VAR, e Sabino fechou o marcador de cabeça. Assim, a vitória interrompeu um jejum de seis partidas, embora tenha ocorrido em um confronto “mais complicado do que pode indicar o placar final”.
As duas leituras convergem em um ponto: o São Paulo reagiu quando foi pressionado e voltou a vencer na hora decisiva. Divergem, porém, sobre o tamanho do embalo. Para os otimistas, a classificação recupera confiança; para os cautelosos, as dificuldades na criação e os espaços cedidos ao Bolívar servem de alerta.
Agora, o contraste será ainda mais forte. O Boca eliminou o Deportivo Recoleta por 7 a 1 no agregado, e decidirá a vaga no Morumbis após o jogo de ida na Argentina. O reencontro entre dois gigantes continentais ganha peso extra porque a Sul-Americana é tratada como a “principal oportunidade” de título do São Paulo em 2026.
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