Oposição diz que parecer da PGE deixa candidatura de Pablo Marçal por um fio

A Procuradoria-Geral Eleitoral aponta inelegibilidade e dúvidas sobre a filiação partidária de Marçal. Enquanto o TSE não decide, porém, o empresário pode seguir em campanha.
Oposição diz que parecer da PGE deixa candidatura de Pablo Marçal por um fio

Oposição diz que parecer da PGE deixa candidatura de Pablo Marçal por um fio
A candidatura presidencial de Pablo Marçal entrou numa zona de alto risco jurídico: a Procuradoria-Geral Eleitoral quer barrá-la, enquanto o empresário ainda se beneficia da ausência de uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral.

De um lado, o Ministério Público Eleitoral sustenta que Marçal está inelegível até 2032. A restrição decorre de condenação do TRE-SP por abuso dos meios de comunicação na campanha municipal de 2024, quando apoiadores eram premiados por produzir cortes de vídeos com grande alcance nas redes sociais. De outro, o recurso apresentado ao TSE ainda não foi julgado, o que permitiu ao PRTB registrar a candidatura em 15 de agosto. Até que o tribunal rejeite formalmente o pedido, Marçal pode continuar em campanha.

A Procuradoria tenta encurtar esse intervalo. Além de pedir a impugnação, requereu uma medida cautelar para impedir o candidato de usar recursos públicos, aparecer no horário eleitoral gratuito e participar de debates televisivos. O processo está sob relatoria da ministra Estela Aranha.

Há ainda uma disputa sobre a filiação partidária. Marçal obteve liminar que reconheceu retroativamente sua entrada no PRTB em 4 de abril, data-limite eleitoral. A PGE, porém, apresentou certidão segundo a qual ele constava como filiado ao União Brasil desde março e reuniu declarações posteriores em que o próprio empresário dizia: “Eu sou do União, e declarei apoio. Meu partido não decidiu ainda quem vai apoiar”. Para a Procuradoria, é “incontroverso” que ele se apresentava publicamente como integrante do União Brasil dentro do prazo legal.

O contraste é direto: a acusação enxerga dois obstáculos — inelegibilidade e filiação irregular —, enquanto a candidatura se apoia no recurso pendente e na liminar sobre o vínculo com o PRTB. A palavra final será do TSE, que prometeu prioridade aos registros presidenciais.

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