Pró-governo diz que Palmeiras trocou brilho por valentia para avançar na Libertadores

Gustavo Gómez decidiu no alto, bateu um recorde continental e levou o Palmeiras às quartas. A classificação alivia a pressão, mas não esconde uma atuação irregular em Assunção.
Pró-governo diz que Palmeiras trocou brilho por valentia para avançar na Libertadores

Pró-governo diz que Palmeiras trocou brilho por valentia para avançar na Libertadores
O Palmeiras saiu de Assunção classificado, mas ainda longe de convencer. A vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño premiou a resistência do time de Abel Ferreira e, ao mesmo tempo, expôs uma equipe ansiosa, imprecisa e dependente de seus jogadores mais experientes.

A leitura mais favorável destaca a capacidade de sobreviver a uma noite difícil. Para PVC, o Palmeiras fez um jogo “valente, sem brilho”, no qual Jhon Arias criou a jogada decisiva, Gustavo Gómez marcou e Carlos Miguel evitou o empate nos acréscimos. A bola parada resolveu aos 40 minutos do primeiro tempo: Arias cobrou o escanteio, e o capitão paraguaio venceu a defesa pelo alto.

A visão mais crítica aponta que o Cerro foi superior durante boa parte da etapa inicial, mas não soube transformar vantagem tática em gols. Juca Kfouri resumiu o contraste ao dizer que Gómez “tratou de fazer o que sempre faz”: subiu de cabeça e colocou o Palmeiras nas quartas. Depois do intervalo, porém, os brasileiros controlaram melhor a partida e quase ampliaram com Murilo.

Milton Neves também viu pouca inspiração, mas valorizou a eficiência: o time “soube sofrer defensivamente” e recuperou a confiança de Carlos Miguel, decisivo na reta final. Em comum, as análises reconhecem que o desempenho esteve abaixo do potencial; a diferença está no peso dado à entrega, à fragilidade do rival e à capacidade palmeirense de vencer sem dominar.

O gol ainda deu a Gómez um recorde: ele se tornou o único jogador a marcar em nove edições consecutivas da Libertadores, somando 15 gols no torneio desde que chegou ao clube.

Abel Ferreira aproveitou a vaga para rebater a pressão acumulada após quatro partidas sem vitória. “Andamos obcecados pelo sucesso, pelo primeiro lugar. O futebol está doente”, afirmou, defendendo que esforço e talento precisam caminhar juntos. O Palmeiras agora aguarda o vencedor de LDU e Mirassol — classificado, aliviado e ainda cobrado por mais futebol.

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