Pró-governo diz que Flamengo atropela no início, resiste à reação do Cruzeiro e avança na Libertadores

O Flamengo venceu por 2 a 1, com duas assistências de Pedro, mas alternou domínio e tensão no Maracanã. O Cruzeiro reagiu após o intervalo, porém atribuiu a eliminação ao primeiro tempo ruim e a um descuido defensivo.
Pró-governo diz que Flamengo atropela no início, resiste à reação do Cruzeiro e avança na Libertadores

Pró-governo diz que Flamengo atropela no início, resiste à reação do Cruzeiro e avança na Libertadores
O Flamengo transformou domínio em vantagem, perdeu o controle por alguns minutos e recuperou a classificação no momento decisivo. A vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro levou o clube carioca às quartas de final da Libertadores, mas também expôs duas versões muito diferentes da equipe na mesma noite.

Diante de 72.481 pessoas — maior público registrado nos estádios brasileiros em 2026 —, o Flamengo abriu o placar com Arrascaeta, sofreu o empate de Lucas Romero e decidiu com Samuel Lino. O resultado fechou o confronto em 3 a 2 no agregado, após o 1 a 1 no Mineirão.

A leitura mais favorável aponta uma atuação de almanaque no primeiro tempo: pressão alta, marcação agressiva e controle exercido pelo trio Jorginho, Arrascaeta e Pedro. Depois do intervalo, porém, o cenário se inverteu. O Cruzeiro avançou, o Flamengo acumulou erros e a vaga ficou ameaçada até Lino marcar. Ainda assim, a análise sustenta que o time carioca avançou com “o melhor futebol visto nesta Libertadores”.

Pedro foi o elo entre essas duas fases. Sem marcar, deu as assistências para os dois gols ao sair da área, proteger a bola e encontrar espaços. Léo Ortiz resumiu sua influência: “O Pedro é um cara mais de pivô, um cara que vem buscar, que não só usa como um 9, mas também um cara que sai muito bem da área”.

Do lado rubro-negro, Lino classificou a atuação como “incrível” e exaltou o apoio “surreal” da torcida. Já o Cruzeiro enxergou uma eliminação menos desigual do que sugeriu o domínio inicial. Fabrício Bruno reconheceu que sua equipe demorou a entrar no jogo, mas destacou a reação: “Talvez num descuido cedemos o gol da vitória para eles. Acho que a gente cai de pé”.

As versões convergem em um ponto: o primeiro tempo definiu o confronto. Divergem sobre o restante — para o Flamengo, confirmação de força; para o Cruzeiro, uma reação desperdiçada por um erro decisivo.

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