Pró-governo diz que imagens expõem sete minutos de violência após falsa acusação em Copacabana

Um segurança suspeito de iniciar a abordagem se entregou, enquanto outro permanece foragido. A família de Cláudio Rafael Landeiro contesta a versão dos envolvidos e cobra responsabilização pelo espancamento fatal.
Pró-governo diz que imagens expõem sete minutos de violência após falsa acusação em Copacabana

Pró-governo diz que imagens expõem sete minutos de violência após falsa acusação em Copacabana
Uma bicicleta confundida com produto de roubo, uma abordagem sem provas e sete minutos de violência: a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, expõe o abismo entre a versão dos suspeitos e a acusação da família.

Imagens de segurança mostram três homens atacando Cláudio com socos, chutes e cerca de 30 golpes de barra, sobretudo na cabeça. Ele foi encontrado sentado diante de um edifício na Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, antes de ser derrubado e abandonado na calçada. Levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, morreu após sofrer fratura no crânio e paradas cardiorrespiratórias.

A Polícia Civil afirma que o homem responsável pela abordagem inicial se entregou ao “perceber o cerco se fechar”. Segundo a investigação, ele impediu Cláudio de levar a bicicleta, mas não teria participado do espancamento posterior. Outro segurança, apontado como autor dos golpes de porrete, foi identificado e está foragido; dois supostos entregadores por aplicativo também são procurados.

O suspeito que iniciou a abordagem admite ter agredido Cláudio, mas rejeita responsabilidade pelo desfecho. “Eu fui e dei um soco no braço dele”, declarou, acrescentando não saber o que aconteceu depois e pedindo perdão.

A família apresenta uma leitura oposta: a bicicleta pertencia a uma das irmãs da vítima, e Cláudio, que fazia acompanhamento por transtornos psicológicos, teve dificuldade para explicar isso. “Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão”, afirmou Fabiana Landeiro, acusando o segurança de permitir que outros homens o levassem para uma rua escura.

As versões divergem sobre a responsabilidade individual, mas convergem num ponto incontornável: a suspeita de roubo era falsa. Agora, a polícia tenta determinar quem transformou uma abordagem precipitada em um espancamento fatal — e qual foi o papel de cada envolvido.

https://resumosbrasil.com/stories/01a020d4-276e-3ce5-70c9-262e8e15b6c6

Write a comment